Abutua (Cissampelos glaberrima A. St. Hil.)

Cissampelos glaberrima A. St. Hil.
Cissampelos pareira L.
Cissampelos sympodialis Eichler

Abutua

Família: Menispermaceae


Nome Científico: Cissampelos glaberrima A. St. Hil.


Sinonímia Vulgar: Chondodenderon platyphyllum (St. Hil.) Myers; Cyssampelos abutua Vell.; Coccullus platyphyllus St. Hil.; Botryopsis platyphylla Myers


Sinonímia Científica: Chondodenderon platyphyllum (St. Hil.) Myers; Cyssampelos abutua Vell.; Coccullus platyphyllus St. Hil.; Botryopsis platyphylla Myers

Descrição: Encontrada em diversas regiões do Brasil, a abútua é uma trepadeira longa, dioica, lenhosa, semelhante à parreira, porém sem gavinhas, as raízes amarelo-pardas, com caule de vários metros de comprimento atingindo o topo das árvores. Folhas alternas, peltadas, simples, inteiras, pecioladas, chegando a 30 cm de comprimento, de formas variadas, muitas vezes ovoides, largas, arredondadas ou aguçadas, ou somente cordiformes na base. A face interior é coberta, nos intervalos das nervuras, de uma penugem cerrada e cinzenta. Folhas nunca estipuladas. Flores unissexuadas, pequenas, dispostas em cachos que nascem próximo dos ramos novos e velhos. Cálice com 9 a 12 peças, dispostas em 3 verticilos, sendo as 3 peças
internas largas e petaloides. Corola com 6 pétalas dispostas em 2 verticilos. Os estames são estéreis ou rudimentares na flor feminina, ao passo que na masculina são em número de 6, com filetes livres e apiculados, anteras basifixas e biloculares. Frutos do tipo drupa oval, vermelha e miúda, em grande número e dispostas em cachos semelhantes aos da parreira.


Partes Usadas: Folhas, cascas ou raízes.

Ayurveda: Aspectos energéticos: Sabor (rasa): picante/adstringente.

                                                            Efeito energético (virya): quente.

                                                            Efeito pós-digestivo ( vipak): picante.

                    Atuação nos doshas: Vatta: reduz.

                                                          Pitta: aumenta.

                                                          Kapha: reduz

É  uma planta feminina

Formas Farmacêuticas: Infuso, decocto, tintura, extrato fluido ou pó.


Emprego: Popularmente é usada como diurética e febrífugo. Além disso, é considerada tônica, estomáquica e antiasmática. Usada como anti-hemorrágica uterina, problemas menstruais, no parto, como analgésico oral e anti febrífugo.


Posologia: infuso e decocto a 2,5%, de 50 a 200 ml ao dia; pó, de 1 a 5 g ao dia; tintura, de 5 a 25 ml ao dia. A substância tetandrina tem atividades analgésicas, anti-inflamatórias e febrífugos comprovadas.


Constituição Química: Alcaloides (beberina, buxina, chondodendrina, condrofolina, curina isoberberina, d-tubocurarina), saponinas, esteróis, triterpenos, óleos etéreos, politerpenos e polifenóis. Contém, também, uma substância chamada tetrandrina.


Interações Medicamentosas e Associações:  Potencializa os relaxantes musculares.


Contraindicação:  Em doses altas não utilizar na gravidez e amamentação, pois possui efeito abortivo. Não deve ser usada em pessoas com miastenia grave.


Toxicidade: Não foi encontrada citação de toxicidade, nas doses recomendadas.


Essa planta faz parte do preparo do curare, veneno utilizado pelos ameríndios.

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