Açafrão (Curcuma longa L.)

Açafrão 
 

Outros nomes: falso-açafrão, gengibre-amarelo, açafrão, açafroa, açafrão-da-terra, acafrão-da-índia, açafroeiro-da-índia, cúrcuma, curcumã, batatinha-amarela, gengibre-dourada, mangarataia, gelbwurzel (alemão), cúrcuma (espanhol), curcuma (francês), turmeric (inglês), curcuma (italiano), haldi (índia).
 

Nome Científico: Curcuma longa L.

Família: Zingiberaceae
 

Nomes Botânicos: Amomum curcuma Jacq., Curcuma domestica Valeton, Stissera curcuma Raeusch.
 

Partes Usadas: Rizomas.
 

Sabor: Picante, amarga e quente.
 

Constituintes Químicos: ácidos graxos, açúcares, amido, carvona, cineol, curcumina, felandreno, glicose, niacina, óleos essenciais, resinas, riboflavina, saponina, substância amarga, tiamina, turmerona.
 

Propriedades Medicinais: tônico digestivo; colagoga; carminativa; emenagoga; calmante; hepática; analgésica; cicatrizante (uso tópico); anticancerígena, antireumática; antidiarréica; antiescorbútica; antiespasmódica; antimicrobiana, antioxidante; antitóxica; cicatrizante da pele; colerética; colerífera; cordial; digestiva, diurética; estomáquica, excitante; hepatoprotetora; hipocolesterolêmica; hipoglicemiante; laxante; litotríptica; resolutiva; alterativa; anti-helmíntico; antibiótico; anti-séptico (uso tópico); anti-hemorrágico (uso tópico); anti-micótico; antiinflamatório (uso tópico).
 

Indicações (Uso Interno): amenorréia; distúrbios da bexiga; cálculos biliares; dismenorréia; distensões abdominais e peitorais; epistaxia; espasmos; problemas do fígado; hematêmese; hematúria; hepatite; intensifica a circulação; micoses de pele; constipação; problemas dos rins; reumatalgias; sarampo; úlceras estomacais; aumenta o fluxo da bílis; irritabilidade; problemas oculares; regulador do metabolismo; alivio mucosidades; doença de Crohn; antiinflamatório de amplo espectro; edemas; icterícia; melhora a flora intestinal; purificador do sangue; intensifica a digestão de proteínas como leite, carnes e outros; diabetes; afecções das vias superiores; asma; bronquite; amidalite; faringite; sinusite; tosses; alergias respiratórias; anemia; convalescença; histerias (queimar como incenso); crise nervosa (cheirar como rapé).
 

Indicações (Uso Externo): acne; feridas; úlceras de decúbito; machucados; ferimentos em geral; artrites; eczemas; psoríases; alergias cutâneas; afecções da pele; pruridos; assaduras. 
 

Indicações Pediátricas: não há relatos na literatura consultada.
 

Utilizações na MTC: ativa a circulação do Xue e quebra sangue congelado; promove circulação do Qi o Fígado; clareia calor no pericárdio e acalma o Shen; elimina vento, mucosidade e umidade; promove o fluxo do Qi; beneficia a Vesícula Biliar e reduz icterícia; elimina calor do Coração; utilizado na obstrução dos orifícios do Coração por fleuma-calor. Cozinhar com vinho para direcionar ação para o fígado e promover o fluxo de Qi. Torrar para diminuir ação refrescante nos casos de estagnação pelo frio. Limpa umidade calor do Jiao médio. Promove a transformação dos alimentos.
 

Classificação da Erva na MTC: Categoria 12 – Ervas que regulam o Xue.
 

Elemento predominante na MTC: Madeira
 

Atuação nos Canais: PC, C, BP, E, VB, IG e F
 

Ayurveda (Ação nos doshas): nome ayurvédico: Haridra/gauri. Reduz Kapha e Vata e equilibra Pitta. Atua em todos os tecidos (dhatus) em especial no circulatório, digestivo, respiratório e urinário. É um dos mais importantes medicamentos ayurvédicos. Promove a prosperidade e a conexão com a energia da Mãe Divina. Purifica os chakras intensificando a eficácia dos asanas durante as práticas de Yoga. Excelente antídoto de Ama do leite. Tonifica o agni digestivo. Evitar uso em crise de Pitta em excesso.
 

Rasa: Picante e amarga.
 

Virya: Quente
 

Vipaka: Picante
 

Informações em outros sistemas de saúde: Medicina antroposófica - Purificação e detoxificação das energias cristalizadas no duplo etérico, liberando o fluxo energético para o equilíbrio físico das células físicas e órgãos correlatos. Atua diretamente sobre todo sistema energético Baço-Pâncreas, incluindo seus canais energéticos, diminuindo assim a mucogenicidade tão perniciosa nos problemas respiratórios e patologias digestivas. Desobstrui os canais energéticos do fígado e vesícula biliar, favorecendo a boa função destes órgãos e beneficiando em todas as patologias correlacionadas com estes meridianos em todos os seus trajetos. Harmonização do chakra solar e de seus acessórios esplênico e hepático, com repercussão benéfica e direta sobre todos os problemas digestivos e indiretamente sobre os problemas respiratórios (chakra laríngeo) e cardiocirculatórios (chakra cardíaco).
 

Contra-indicações: na gravidez; quando não houver estagnação do Xue; na deficiência do Yin e do Xue; pode causar fotosensibilidade e erupções cutâneas em algumas pessoas. Evitar em hepatite aguda e icterícia. Pessoas com Pitta agravado. 
 

Interações medicamentosas: incompatível com Aconitum spp. Evitar uso concomitante com antiinflamatórios, pois pode aumentar o risco de sangramentos. Potencializa efeito dos anticoagulantes, e pode provocar hemorragias em doses elevadas. Pode diminuir a ação de imunossupressores, quando usados concomitantes. Nos casos de sinusite, associar com batata infalível - Mandevilla velutina e Hydrastis canadensis. Nos casos de rinites, associar com sabugueiro - Sambuccus spp, Eucalyptus globulus e/ou Mikania glomerata. Pode ser útil nos casos dos cistos do ovário, junto com Artemísia vulgaris. 
 

Cultivo: 
 

Habitat: Sul da Ásia. Cultivada na China, Bengala e Java.
 

Informações clínicas e/ou científicas: Câncer de colo uterino - Em estudos clínicos com 80 casos de câncer de cérvix uterino, em vários estágios de estadiamento, revelou cura em 50% dos casos e redução significativa em 22% dos casos, pelo exame de Papanicolau e biópsia. Dispepsias - Em um estudo com a administração de 250mg de pó de cúrcuma 3 vezes ao dia, por 7 dias, melhorou os sintomas dispépticos em 86% dos casos. A curcumina inibe fortemente a peroxidação de gorduras, e quando associada aos alimentos, pode retardar sua deterioração.
 

Descrição botânica: Planta herbácea, que pode atingir cerca de um metro e meio de altura, e produz folhas oblogo-lanceoladas e grandes, de cor verde escuro intenso e brilhante, pecíolos compridos e bainhas invaginantes, sendo aromática quando amassada fresca; flores branco-amareladas, pequenas, dispostas em espigas longas; raízes em forma rizomatosa elíptica, consistência carnosa, com anéis de brácteas secas, sendo que cada rizoma mede até 10 cm de comprimento, e num corte transversal evidencia um coloração fortemente amarelada, com cheiro agradável, aromático e picante. Os rizomas se distribuem num pivô central periforme (ou arredondado), e suas ramificações secundárias lateralizadas, tendo o conjunto o aspecto visual de uma mão. A raiz principal tuberosa emite muitas raízes laterais, algumas das quais emitem folhas que podem dar origem a outra planta independente. A senescência das folhas, que culmina no inverno, é decorrente da retranslocação de nutrientes para os rizomas. Inflorescência cilíndrica ou longo-ovóide, com cerca de 12 a 15cm de comprimento e 4 a 6cm de diâmetro.
 

Toxicidade: Superdosagem acima de 30 g/dia pode ser neurotóxica (óleo essencial), e causar delírios e confusão mental. 

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