Alfavaca (Ocimum basilicum L.)

Alfavaca 

Nome científico: Ocimum basilicum L.

 

Família: Lamiaceae (Labiatae).

 

Nomes populares: Alfavaca (conhecido na Região Norte), alfavaca doce; manjericão doce, remédio de vaqueiro; erva-real; manjericão da folha grande etc.

 

Origem: Provavelmente chegou à Europa, vinda da Índia, passando pelo Oriente Médio. É subespontâneo em todo o Brasil.

 

Hábito: Herbácea anual.

 

Descrição botânica: Planta herbácea anual, de polinização cruzada, resultando em grande número de subespécies, variedades e formas. Muito ramificada, aromática e perfumada; atinge 0,5 a 1m de altura. Possui haste reta com muitas folhas carnosas, ovaladas, sem pêlos e de cor verde-brilhante. Na face inferior das folhas existem minúsculas covas, onde se formam gotículas de essências. Suas flores são brancas ou avermelhadas, formando espigas e seus frutos são aquênios (fruto minuto, seco e indeiscente). Cultivo: Adapta-se bem em climas subtropical e temperado quente e úmido. Vegeta em solos ricos em matéria orgânica e permeáveis. Propagada por sementes e enraizamento de estacas. No plantio por sementes ralear 2 a 3 semanas após a germinação. O transplante deve ser feito quando a plântula estiver com 3 cm. Recomenda-se plantar no espaçamento de 0,25 x 0,50m, com adubação de 5 kg de esterco de curral por m2 . A colheita é feita quando a planta entrar em floração para não perder seu aroma, colhendo-se as folhas, de preferência, pela manhã até 11:00 horas. A produção é de 0,5 kg/ m2 . Pode ser armazenado fresco em sacos plásticos por uma semana.

 

Constituintes químicos: Óleos essenciais (eugenol, estragol, linalol, lineol, alcanfor, cineol, pineno e timol), taninos, saponinas, flavonóides, ácido cafeíco e esculosídeo.

 

Parte da planta para uso: Folhas, sementes e raízes. Utilizar a planta fresca de preferência, pois há perda de seus princípios ativos ao secar e ferver.

 

Formas de uso: Banho, xarope, infusão, cataplasma, decocção (raízes). I

 

ndicação: Usada nos estados gripais, bronquites, é estimulante digestiva, carminativa, antiespasmódica, antifebril, sudorífico, diurético, aumenta a secreção do leite, antitussígeno, mau-hálito.

 

Modo de usar

 

Feridas - cataplasma: Aplicar cataplasma de folhas frescas sobre a parte afetada, cobrindo-o com gaze.

 

Tuberculose pulmonar - xarope: Lavar bem as raízes de uma planta de manjericão, cozinhar por 20 minutos, coar, acrescentar açúcar ao chá e deixar ferver até formar consistência. Tomar uma colher quatro vezes ao dia.

 

Gripe e resfriado - banho: Fazer cozimento de folhas frescas de manjericão com folhas de mucura-caá, folhas de laranjeira e de limoeiro. Deixar amornar e tomar banho pela manhã, por uma semana.

 

Afecções da boca e garganta - decocção: Em ½ litro de água, acrescentar 50 g de folhas secas e 100 g de folhas frescas de manjericão. Ferver por 10 minutos, deixar esfriar e fazer bochechos e gargarejos.

 

Espasmos - Infusão: Uma colher de folhas de manjericão em uma xícara de água fervente. Abafar e tomar;

 

Queda de cabelo - Infusão: Uma xícara de folhas frescas em ½ litro de água fervente. Depois de 15 minutos espremer bem as folhas e banhar a cabeça com o líquido, fazendo fricções no couro cabeludo.

 

Possibilidades comerciais e industriais: Utilizado no preparo de fitoterápicos e pela indústria alimentícia em molhos e temperos e ainda fornece aroma aos pratos do dia a dia. É componente importante e determinante da qualidade da maioria das plantas utilizadas como condimento. Mercado: Atualmente, a nível local são vendidas as folhas frescas nos supermercados.

 

Referências bibliográficas

 

BLANCO, M.C.G. Cultivo comunitário de plantas medicinais. Campinas: CATI, 2000. 36p. (Instrução Prática, 267).

 

DI STASI l.C.; SANTOS, E.M.G.; SANTOS, C.M. dos; HIRUMA, C.A. Plantas medicinais na Amazônia. São Paulo: Editora Universidade Paulista. 1989. 193p.

 

GUIA RURAL ABRIL 1986. São Paulo: Editora Abril S.A, 1986. 450p. (p347) PINTO, J.E. B.P.; SANTIAGO, E.J.A. de. Compêndio de plantas medicinais. Lavras: UFLA/FAEPE, 2000. 205 p. VIEIRA, L.S. Fitoterapia da Amazônia: Manual de Plantas Medicinais (a Farmácia de Deus). 2. ed. São Paulo: Agronômica Ceres, 1992. 347p.

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