Bredo (Talinum paniculatum (Jack). Gaertn. )

Bredo

Nome científico: Talinum paniculatum (Jack). Gaertn. 


Família: Portulacaceae. 

 

Parte utilizada: tubérculos, sementes, folhas. 

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Caryophyllales

Família: Portulacaceae

Espécie: Talinum paniculatum (Jacq.) Gaertn.  

Nome(s) Popular(es): Beldroega-grande, bênção-de-deus, bredo, bredo-major-gomes, bunda-mole, carne-gorda, caruru, erva-gorda, joão-gomes, língua-de-vaca, mariagombe, maria-gomes, maria-gorda, manjogome, manjongome, ora-pro-nobis-miúdo.

Sinônimos botânicos: Claytonia paniculata (Jacq.) Kuntze, Claytonia patens (L.) Kuntze, Claytonia reflexa (Cav.) Kuntze, Helianthemoides patens (L.) Medik., Portulaca paniculata Jacq., Portulaca patens L., Portulaca reflexa (Cav.) Haw., Ruelingia patens (L.) Ehrh., Talinum dichotomum Ruiz & Pav., Talinum paniculatum var. sarmentosum (Engelm.) Poelln., Talinum patens (L.) Willd., Talinum purpureum Hort. ex Engelmann, Talinum reflexum Cav., Talinum reflexum fo. saramentosum (Engelm.) Small, Talinum sarmentosum Engelm., Talinum spathulatum Engelm. ex A. Gray. 

Constituintes químicos: ácido fólico, mucilagens, pigmentos (caroteno e clorofila), sais minerais (predomina o potássio), taninos. 

 

Descrição:

 

Ervas 10-100cm alt.; caule ereto, glabro, simples ou algumas vezes pouco ramificado. Folhas alternas ou subopostas, mais concentradas na parte basal do caule; pecíolo ca. 10mm compr.; lâminas 30-120 x 15-40mm, obovais ou oblanceoladas, ápices agudos a arredondados, bases cuneadas, glabras. Inflorescência em tirsos, pedúnculo cilíndrico 10-25cm compr.; pedicelo ca. 2cm. compr. Flores com sépalas 2-3 x 1-2mm, decíduas, obovais; pétalas rosas ou brancas, 3-5 x 2-3mm; estames 10-15; estilete ca. 1,5mm compr. Cápsula 3-5mm compr., globosa, amarela, 3 valvar, cartáceas, do ápice para a base; sementes verrucosas, superfície com células poligonais tendendo a hexagonais, com pequenas depressões entre as células ou células hexagonais com tubérculos capitados no centro 0,8-1mm compr., marrom-escuras a negras. (COELHO & GIULIETTI, 2006)

Propriedades medicinais: antiescorbútica, béquica, cicatrizante, calicida, diurética, depurativa, emenagoga, emoliente, mucilaginosa, refrigerante, vulnerária. 

 

 

Usos:

 

Alimentício: Pode ser consumida como hortaliça, na forma cozida, misturada a massas ou como salada. Possui grande teor de proteína (28% em massa seca).

 

Medicinal: Na medicina popular é utilizada para tratar disenteria e inflamações, utilizada como emoliente, vulnerária, na forma de cataplasma é utilizada para amolecer calos, cicatrizar feridas, cortes e inflamações. A infusão da raiz é utilizada como diurético, para tratar urina com mau cheiro, a infusão da planta inteira é utilizada para tratar infecções intestinais, fadiga, cansaço físico e mental, além de debilidade orgânica. As sementes são emenagogas.

Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada. 

 

"Malefícios":

 

Espécie frequente em cultivos, como erva-daninha.

Modo de usar

 

- folhas e sementes: ferida, corte, inflamação tópica. 

- folhas: extração de calos. 

- sementes: emenagogas. 

- infusão das cascas de raízes ou folhas: 20 a 30g/dia 

- decocção das raízes: 20 g por litro de água. Escorbuto, neurastenia, tosse, gastralgia, tuberculose pulmonar. 

- cataplasma das folhas frescas: cicatrizante. 

- salada das folhas: fatie e tempere com azeite, sal e limão, 3 colheres (sopa) antes das refeições principais ou faça refogado. 

 

Referências:

 

Coelho, A. A. de O. P. 2011. Portulacaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2011/FB020624).

 

COELHO, A. A. de O. & GIULIETTI, A.M. 2006. FLORA DA BAHIA: PORTULACACEAE. Sitientibus Série Ciências Biológicas 6 (3): 182-193

 

Kinupp, V.F. 2007. Plantas alimentícias não-convencionais da região metropolitana de Porto Alegre, RS. Tese de Doutorado. Universidad Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre.

 

Maroni, B.C.; Stasi, L.C. & Machado, S.R. 2006. Plantas Medicinais do Cerrado de Botucatú. São Paulo: Editora UNESP. 194 p.

 

Vendruscolo, G.S. & Mentz, L.A. 2006. Levantamento etnobotânico das plantas utilizadas como medicinais por moradores do bairro Ponta Grossa, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. IHERINGIA, Sér. Bot. 61(1-2): 83-103.

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