Cardo Santo (Argemone mexicana L.)

Cardo Santo

Nome Cientifico: Argemone mexicana L.

Nome(s) Popular(es):Cardo-santo, Cardo-bento, Papoula-do-méxico, Erva-de-cardo-amarelo, Papoula-de-espinho

 

Família: Passifloraceae

Introdução

É uma erva anual com uma seiva amarela, que é usada pelos indígenas dos EUA ocidental e partes do México. A resina de argemone contém berberine e protopine, que na medicina são usados como sedativo.

Sinonímia

 

- Argemone mexicana subsp. lutea Kuntze;
- Argemone mexicana var. lutea Kuntze;
- Argemone mexicana var. ochroleuca Britton;
- Argemone mexicana var. parviflora Kuntze;
- Argemone mucronata Dum.Cours. ex Steud.;
- Argemone sexvalvis Stokes;
- Argemone spinosa Gaterau;
- Argemone spinosa Moench;
- Argemone versicolor Salisb.;
- Argemone vulgaris Spach;
- Echtrus mexicanus (L.) Nieuwl.;
- Echtrus trivialis Lour.;
- Papaver mexicanum (L.) E.H.L.Krause;

Características

Planta herbácea cujas raízes são fibrosas.  Estames, anteras, cálice com três folíolos côncavos, agudos.  Corola com cinco ou seis pétalas redondos no ápice, estigmato obscuro, casulo pentagonal; uma, três, quatro, cinco ou sete valvulas, folhas espinhosas.

 

Caule

O talo direito, cilíndrico, ramoso, fornecido de pequenos espinhos, é cheio de uma medula branca, eleva-se até a altura de quinze a dezoito polegadas. 

Folhas

As folhas são alternas, cortadas em ângulos, espinhosas, verdes em cima e marcadas de uma cor de branco leitoso sobre as nervuras.

Flores

As flores são amarelas, solitárias sobre cada pedúnculo, sustentadas por um cálice de três folhas côncavas.  O pistilo, que se acompanha de numerosos estames, torna-se um casulo direito armado de espinhos amarelados, cada ângulo é guarnecido de uma placenta estreita, ao qual se aderem as sementes redondas e pretas.

Sementes

As vagens das sementes segregam um látex amarelo-pálido quando cortadas. Esta resina contém os alcaloides berberina, protopina e argemonina.

Propriedades

Antiálgico, catártico, emético, expectorante, narcótico, sudorífero.  As sementes contém de 22 a 36 por cento de um óleo chamado de argemone, que contém alcaloides tóxicos. 

Toxicidade

A última contaminação com esse óleo ocorreu na Índia, em 1998: 1% de adulteração no óleo de mostarda pelo argemone provocou doenças clínicas.

Princípios Ativos

A Argemone contém um suco leitoso amarelado que provém de todas as partes da planta quando se corta. O suco tem o sabor viroso do ópio, é gomo resinoso, solúvel dentro da água e do álcool. O cozimento da flor contém muita mucilagem.

Indicação

Câncer (cancro), catarro, cólica flatulenta, doenças de pele, enxaqueca, intestino preso, opacidades das córneas, oftalmia, úlceras, verrugas. 

Uso medicinal

As folhas e as flores usam-se para preparar um chá que produz um efeito ligeiramento sedativo. Convém fazer uso das flores da Argemone nos casos que se queira acalmar as dores da garganta ou do peito.  Seu extrato é proveitoso na ocorrência de epilepsia, de tosse convulsa e de moléstias espasmódicas das crianças.  Exteriormente, usa-se das folhas e das flores nos casos de pústulas venéreas.  Reputam-se as sementes boas para combater a diarreia. Como a Argemone provoca sono e o suor bom, é receitada como calmante para sossegar de noite. 


Modo de usar:


- infusão de 10 g da planta por litro de água. Tomar três vezes ao dia: sudorífero e expectorante.


- a seiva do caule e folhas: verrugas, cancro, úlceras, opacidades das córneas, oftalmia; interiormente: certas doenças de pele;


- óleo das sementes: cólica flatulenta, com fraqueza dos intestinos e constipação, enxaqueca; de 10 a 20 gotas do óleo suavemente purgativa; doses maiores: emético, laxativo. 

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