Centela : Centella asiatica (L.) Urban. 

Centela

 

Nome científico: Centella asiatica (L.) Urban. 

Família da Centella asiatica: Apiaceae. 

 

SABOR: amargo


TEMPERATURA: fria


CANAIS: fígado, baço e rim


AÇÃO: elimina o calor e promove o metabolismo da água


LÍNGUA: vermelha ou grossa com revestimento amarelo


PULSO: agitado


Variações da Centella asiatica: Centella asiatica var. asiatica, Centella asiatica var. floridana (J.M. Coult. & Rose) J.M. Coult. & Rose, 1900 

Sinônimo botânico da Centella asiatica: Centella asiatica var. floridana (J.M. Coult. & Rose) J.M. Coult. & Rose, Centella biflora (P. Vell.) Nannf., Centella coriacea Nannf., Centella dusenii Nannf., Centella erecta (L. f.) Fernald, Centella floridana (J.M. Coult. & Rose) Nannf., Centella hirtella Nannf., Centella repanda (Pers.) Small, Centella repanda var. floridana Small, Centella triflora (Ruiz & Pav.) Nannf., Glyceria repanda (Gaudin) Nutt., Hydrocotyle asiatica fo. luxuriansDonn. Sm., Hydrocotyle asiatica L., Hydrocotyle biflora P. Vell., Hydrocotyle brasiliensis Scheidw. ex Otto & F. Dietr., Hydrocotyle brevipedata St. Lag., Hydrocotyle erecta L. f., Hydrocotyle ficarifolia Stokes, Hydrocotyle ficarioides Lam.,Hydrocotyle ficarioides Michx., Hydrocotyle inaequipes DC., Hydrocotyle nummularioides A. Rich., Hydrocotyle reniformis Walter, Hydrocotyle repanda Pers., Hydrocotyle sylvicola E. Jacob Cordemoy, Hydrocotyle triflora Ruiz & Pav. 

Outros nomes populares da Centella asiatica: centella-asiática, cairuçu-asiático, cairuçu asiático, centelha-asiática, codagem, pata-de-burro, pata-de-cavalo e pata-de-mula; centella (inglês), yerba de claro (espanhol) e asiatischer wassernabel (alemão). 

Constituintes químicos da Centella asiatica: ácidos: linoléico, palmítico, oléico, lignocérico, esteárico cêntico, centóico, betulínico e isobrâmico; alcalóide: hidrocotilina; substância amarga: velarina; glicosídeo: asiaticosídeo; vitamina: ácido ascórbico; triterpenos: asiaticosídeo, madecassosídeo, centelosídeo, brahmosídeo, thankunisídeo, isothankunisídeo; óleos essenciais: cânfora, cineol e n-dodecano; sapogeninas: ácidos asiático, madecássico, centélico, indocentóico, brâmico, thankúnico e isotankúnico; os açúcares: glicose, arabinose, frutose e ramnose; outros: r-cimol, a-pineno, metanol, óleo alil mostarda e grandes quantidades de trans-b-farneseno, germacreno D e b-cariofileno. 

Propriedades medicinais da Centella asiatica: adelgaçadora, amarga, ampliadora da capacidade de memorização, antibacteriana, anticelulítica, antidepressiva, antidiarréica, antiinflamatória, antiirritante, antileucorréica, antimicrobiana, anti-reumática, anti-sifilítica, calmante, cicatrizante, depurativa, desintoxicante, diurética, estimulante da circulação periférica, estimulante do metabolismo das gorduras, estimulante do sistema linfático, galactógena, hipnótica, hipotérmica, lipolítica, queratolítica, redutora da fragilidade dos vasos, refrescante, regulador de tecido conjuntivo, tônica, vasodilatadora periférica, vulnerária. 

Indicações da Centella asiatica: afecção cutâneas, amenorréia, aparelho circulatório, articulações reumáticas, cãimbras, celulite, circulação de retorno, constipação, desordens dermatológicas, eczema, furunculose, lúpus, úlcera varicosa, hematoma, rachaduras da pele, varizes, psoríase, prevenção da formação de quelóides, acelerar a cicatrização pós-cirúrgicas, estimular a produção de colágeno e fibras, inflamação periférico, feridas, úlcera de pele, lepra, melhorar o aspecto da pele (queimaduras), desordens nervosas, dismenorréia, disúria, doenças do aparelho urinário e genital femininos, doenças vasculares periféricas, doenças venéreas, epistaxe, escrófulas, formigamento, gordura localizada, hematêmese, hemorróidas, icterícia, malária, pernas pesadas e doloridas, sarampo, senilidade. 

Parte utilizada da Centella asiatica: folhas. 

Contra-indicações/cuidados: não deve ser usada por grávidas e por lactantes, pessoas com insuficiência renal ou hepática, pessoas com gastrite e úlcera. 

Efeitos colaterais da Centella asiatica: pode produzir foto-sensibilidade, irritação gástrica, aumento do colesterol, efeito sedante. Em excesso pode causar náuseas. 

Modo de usar da Centella asiatica: 


- folhas em saladas e como tempero (especialmente no sudeste da Ásia); 
- cremes para o tratamento de acne e de rugas, prevenindo o envelhecimento precoce; 
- compressas frias: inflamação nos olhos; 
- loções e cremes: celulite; 
- óleos de massagem corporal: estimular a circulação e promover a drenagem linfática; 
- decocção ou infusão de 20 a 30 g por litro de água. Tomar durante o dia; 
- banho: amassar em um pilão dois punhados da planta picada e por em infusão em ½ litro de água fervente. Abafar por 10 minutos. Tomar um banho morno e em seguida friccionar energicamente a loção com um pano sobre a área afetada. Esperar 15 a 20 minutos e tomar um novo banho; 
- pó: tomar 0,5 g a 1 g/dia, após as refeições; 
- Cataplasma: contusões, fraturas, torceduras e furúnculos; 
- extrato seco: 0,05 a 0,20 g por dia; 
- extrato fluído: 0,25 a 1 ml por dia; 
- gel, creme e loçção suavizante: extrato glicólico 2-5%; 
- creme reparador e restaurador: extrato glicólico 3-6%; 
- creme após sol: extrato glicólico 1-5%. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


 

Côrtes, Janner Rangel, Ayurveda: a ciência da longa vida São Paulo: Madras, 2008.

Williamson, Elisaberth. Interações medicamentosas de Stockley: plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos; Porto alegre: Artmed, 2012. 440p; 25cm.

 

ALBUQUERQUE, J.M. Plantas medicinais: de uso popular. Brasília: ABEAS. 96p. 1989 (Programa Agricultura nos Trópicos, v.6).


ALMEIDA, E. R. de. Plantas medicinais brasileiras: conhecimentos populares e científicos. São Paulo: Hemus Editora Ltda., 1993. 341p.


ALZUGARAY, D.; AZULGARAY, C. Enciclopédia das plantas que curam: a natureza a serviço de sua saúde. 2v. São Paulo, 1996. 500p.


AMOROZO, M. C. de M. Algumas notas adicionais sobre o emprego de plantas e outros produtos com fins terapêuticos pela população cabocla do município de Barcarena, PA, Brasil. Bol. Mus. Paraense Emílio Goeldi, Sér. Bot., Belém, 9(2): 249 – 265, 1993.


AMOROZO, M. C. de M. e GÉLY, A. Uso de plantas medicinais por caboclos do baixo amazonas, Barcarena, PA, Brasil. Bol. Mus. Paraense Emílio Goeldi, Sér. Bot., Belém, 4(1): 47 – 131, 1988.


BALBACH, A. A Flora Nacional na Medicina, 23ed. São Paulo: A Edificação do Lar. v.III. 1967, 917p.


BALBACH, A. As plantas curam. 1ed., ver./mod. São Paulo: Vida Plena. 1995, 415p.


BERG, M.E.V.D. Aspectos botânicos do culto afro-brasileiro da casa das minas do maranhão. Boletim Museu Paraense Emílio Goeldi, Série Botânica. Belém, 7(2): 485 - 498, 1991.


BERG, M. E.V.D. Plantas de origem africana de valor sócio-econômico atual na região amazônica e no meio-norte do Brasil. Boletim Museu Paraense Emílio Goeldi, Série Botânica. Belém, 7(2): 499-510, 1991.

 

BERG, M.E.V.D. Plantas medicinais na amazônia: contribuição ao seu conhecimento sistemático. Belém: Museu. Paraense Emílio Goeldi, 1993, 207 p.


CARIBÉ, J.; CAMPOS, J.M. Plantas que ajudam o homem. Cultrix / Pensamento Ed. 1991. 321p.


CASTRO, L.O. de Plantas Medicinais, condimentares e aromáticas: descrição e cultivo. Guaíba: Agropecuária, 1995. 196p.
COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ed. Belém: CEJUP, 1994. 335p.


CORRÊA JÚNIOR, C.; Ming, L.C.; Scheffer, M.C. Cultivo de plantas medicinais, condimentares e aromáticas. 2a.ed. Jaboticabal, FUNEP, 1994. 151p.


CRUZ, G.L. Dicionário das plantas úteis do Brasil. 4a.ed. Rio de Janeiro: Ed. Beltrand Brasil S.A. 1964. 599p.


DINIZ, M.F.F.M.; OLIVEIRA,R.A.G.; MEDEIROS, A.C.D. e MALTA JÚNIOR, A. Memento fitoterápico: as plantas como alternativa terapêutica – aspectos populares e científicos. UFPB, Ed. 1997. 201p.


FRANCO, L.L. As sensacionais 50 plantas medicinais campeãs de poder curativo. O Naturalista Ed. 1997. 241p.


LOBATO, A. M. Fitoterapia. Belém: Gráfica e Editora Amazônia, 1997. 123p.


MAIA, J.G. et al. Espécies de Piper da Amazonia ricas em safrol. Quimica Nova, Sao Paulo. 10(3):200-204, 1987.


MAIA, J.G; GREEN, C.L.; MILCHARD, M.J. New sources of natural safrole. Perfumer & Flavorist, vol. 18, 1993.


MARTINS, E.R.; CASTRO, D.M. de; CASTELLANI, D.C.; DIAS, J.E. Plantas medicinais. Viçosa: UFV, impr. Univ., 1994.219p.


MARTINS, J.E.C. Plantas medicinais de uso na Amazônia. 2ed. Belém: CEJUP, 1989.


MORGAN, R. Enciclopédia das Ervas e Plantas Medicinais. Hemus, Ed. 1997. 555p.


OLIVEIRA, F. de; AKISSUE, G. ; AKISSUE, M.K. Farmacognosia. São Paulo: Atheneu, 412p. 1991.


OLIVEIRA, F. de; AKISSUE, G. Fundamentos de farmacobotânica. Rio de Janeiro: Livraria Atheneu Editora, 1989. 222p.


PANIZZA, S. Plantas que curam – cheiro de mato. IBRASA. Ed. 1998.279p.


PIMENTEL, A.A.M.P. Cultivo de plantas medicinais na Amazônia. Belém: FCAP,


Serviço de Documentação e Informação, 1994. 114p.


PIMENTEL, A.A.M.P. Cultivo de plantas medicinais na Amazônia. Belém: FCAP, Serviço de Documentação e Informação, 114p. 1994.


RIGUEIRO, M.P. Plantas que curam. Paulus, Ed.1992. 183p.


SANTIAGO, E.J.A. de. Aspectos anatômicos e do crescimento da pimenta longa (Piper hispidinervium C.DC.) em condições in vitro e in vivo. Lavras: UFLA, 1999.118p. (Dissertação – Mestrado em Fitotecnia).


SANTOS, C.A.M.; TORRES, R.K.; LEONART, R. Plantas medicinais. Ilustrações Flávio Mariano Filho – São Paulo: Ícone, 1988.


SILVA JÚNIOR, A.A.; VIZZOTTO, V.J.; GIORGI, E.; MACEDO, S.G.; MARQUES, L.F. Plantas medicinais, caracterização e cultivo. Florianópolis: EPAGRI, `994. 71p. (EPAGRI. Boletim Técnico, 68).


SILVA, I.; FRANCO, L.S.; MOLINARI, S.L.; CONEGERO, C.I.; MIRANDA NETO, M.H.; CARDOSO, M.L.C.; SANT’ANA, D.M.G. e IWANKO, N.S. NOÇÕES SOBRE O ORGANISMO HUMANO E UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS. Assoeste, Ed. 1995. 203p. EDITORA – UFLA/FAEPE – Compêndio de 208 Plantas Medicinais

 

TESKE, M.; TRENTINI, A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Herbarium Laboratório Botânico, Curitiba, PR. 1995.317p.


VIEIRA, L.S. Fitoterapia da Amazônia: Manual de Plantas Medicinais (a Farmácia de Deus). 2a.ed. São Paulo. Agronômica Ceres, 1992. 347p.


VON HERTWIG, I.F. Plantas aromáticas e medicinais: Plantio, colheita, secagem e comercialização; 2a. ed.; São Paulo: Icome, 1991.

© 2018 - medicinacaseira.com.br   

  • LinkedIn ícone social
  • Instagram ícone social
  • YouTube ícone social
  • Facebook ícone social
  • b-googleplus