Anador (Chambá) - Justicia pectoralis Jacq.

Nome em português:

anador, melhoral, chambá, chachambá, trevo-do-pará, Alfredo, canelinha, trevo-cumaru, trevo-roxo Nome binomial: Justicia pectoralis Jacq.

 

Família: Acanthaceae

Constituintes:

Glicosídeo cumarínico (componente principal para ação medicinal), falvonóides, alcaloides indólicos, lignanos, umbeliferona, bataína, caroteno, vitamina C, aminoácidos e oligoelementos (manganês, níquel, escândio, vanádio).

Partes utilizadas: Folhas e talos.

Efeitos:

Interno: depressor do S.N.C (sistema nervoso central), analgésico, espasmolítico do músculo liso, broncodilatador, anti-inflamatório

Externo: anti-inflamatório, cicatrizante, analgésico.

Indicações:

– Problemas pulmonares: tosse, bronquite, bronqueolite, asma (princpalmente).

– Feridas, cortes

– Ansiedade

Ver outras indicações de uso tradicional em observações.

Efeitos secundários:

Há relatos de casos de alucinação após a inalação do anador em associação com outras plantas.

Contra-indicações:

Devido a falta de estudos do uso do anador em casos de gravidez e lactação, seu uso não é indicado nestas circunstâncias.

Interações:

Nenhuma conhecida.

Onde cresce o anador ?

O Anador é nativo da região tropical da América, encontrada principalmente na zona da América Central, como Cuba, Bahamas, Jamaica, Haiti, etc. No Brasil é mais comum no Norte e Nordeste (Amazonia e Ceará), mas também pode ser encontrado em outras regiões.

Quando colher ?

As folhas do anador podem ser colhidas durante todo o ano. O plantio pode ser feito através de sementes ou estacas.

Observações interessantes

Uma das primeiras descrições documentadas do uso do Anador foi em 1864, através do livro “El Médico Botánico Criollo”de Grosourdi, cujo efeito era peitoral. Em 1990, o Ministério da Saúde de Cuba, reconheceu seu uso medicinal como sedativo. Esta planta já foi documentada na Farmacopéia francesa (Ed. 9) e caribenha (1996). Em 2008, constava na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse para o SUS.

O anador foi muito utilizado na América Central durante a Segunda Guerra Mundial devido a seu efeito sedativo e analgésico. Algumas populações do Brasil, além de usar o anador em casos de problemas respiratórios e feridas, também utilizam para tratar dores estomacais e cólicas. Alguns indígenas da Amazônia também utilizam suas semetes, em conjunto com outras plantas, em rituais devido a um efeito alucinógeno.

Um ensaio clínico duplo-cego, publicado em 1995, que utilizou cápsulas do extrato da planta em um grupo e diazepam em outro, demonstrou o efeito sedativo da planta. Além disso, a cumarina, um dos constituintes do anador, possui atividades antiinflamatórias e cicatrizantes comprovadas.

Na Costa Rica, o anador é utilizado tradicionalmente em casos de sintomas de pré-menopausa e menopausa. Investigando este uso, pesquisadores da Universidade de Costa Rica em parceria com a Universidade de Chicago, endossaram este uso tradicional demonstrando in-vitro atividade estrogênica e progesterogênica agonista, além de atividades antiinflamatórias (2010).

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