Aristolochia triangulares Cham. Et Schl. (CIPÓ MIL HOMENS)

CIPÓ MIL HOMENS


Família: Aristolochiaceae


Sinonímia: Calungo, mil homens do Rio grande, ypê-mi, aristoláquia.


Origem:


Descrição: Planta volúvel, trepadeira, sem pelos (glabra). Caule com casca grossa e rugosa. Folhas pecioladas (pecíolo de 3 a 4cm), alterna, hastado-triangulares, agudas ou obtusas, com ângulos inferiores laterais arredondados-obtusos, tamanho variável, até 11cm de comprimento e 8cm de largura, um pouco rígidas, lavadas de roxo na página inferior, glabras. Pseudo-estípula de 2cm, reniformes, ondeadas e recurvadas. Inflorescência axilar, solitária, uniflora; flores pequenas, amareloavermelhadas, mais escuras interiormente, ciliadas, tendo na base do lábio superior uma mancha orbicular alaranjada. Fruto tipo cápsula ablonga, aguda, contendo sementes achatadas e cuneiformes. A raiz varia de grossura e rugosa, sendo internamente dura e amarelada. Exala cheiro forte e de gosto amargo e desagradável. Prefere climas quentes e solo calcário.


Uso farmaco-terapêutica: Depurativo


Propagação: Por sementes e enraizamento de ramos herbáceos.


Parte utilizada: caule e raiz triturada


Constituintes químicos principais: óleo essencial aromático, óleo resinoso, aristoloquina, ácido aristolóquico ou arislino, taninos, resina cassarino, 

 

Formas farmacêuticas habituais: Compressa; Chás


Indicação, Preparo e Posologia: Em feridas e eczemas (erupções da pele), utilizar-se de compressas. Ferver uma colher de chá do caule em um litro de água por 15 minutos. Coar, deixar esfriar e aplicar sobre a região afetada.

 

Há vários cipós medicinais chamados cipó-mil-homens.


Recebem também os nomes de cassaú, angelicó, papo-de-peru e outros.
Tratamos aqui do que tem o nome científico Aristolochia triangularis, da família Aristolochiaceae. O nome científico, Aristolochia, vem do grego
e significa que é um remédio para um bom parto, o que nos lembra que já era usado por gregos e romanos. O nome popular é explicado assim
por um historiador riograndense: “Esta trepadeira ou cipó é da família das Aristolochiaceae e veio-lhe tão rara denominação de uma ocorrência
que tivera um curandeiro brasileiro. Expondo a energia que tem esta planta como contra-veneno da mordedura de jararaca, disse que tinha curado, por meio dela, mais de mil homens”.


Se reconhece o cipó-mil-homens pelas folhas triangulares, alongadas, pela flor pequena em forma de jarrinha, e principalmente pelo cipó, que pode engrossar até vários centímetros e é coberto de uma casca de cortiça toda fendilhada. O cipó cortado ou descascado desprende um
cheiro forte e característico.


Seus usos populares são assim resumidos nas bibliografias: é um remédio nas febres em geral. Tônico, estimulante, estomacal, melhora o apetite, estimula os rins, o baço e o fígado, combate cólicas intestinais, constipação do ventre, diarreia, apendicite, ajuda a provocar regras, não é aconselhado durante a gravidez, é abortivo; afugenta cobras e cura suas picadas, é antídoto; usado nos estados nervosos como histeria, convulsões epilépticas, dor ciática, dor no coração, nas cadeiras, nevralgias, reumatismo, depurativo; o pó serve para curar feridas. No interior toma-se muito como aperitivo cachaça com cipó-mil-homens.


Também no interior encontra-se ainda às vezes a crendice, totalmente descabida, de que as cobras mamam o leite das vacas. Os que creem nesta lenda conhecem também o remédio para afugentar as cobras: enrolar um pedaço de cipó-mil-homens no pescoço da vaca.


Semelhantemente diz também a nossa tradição que “para conseguirem os índios a preservação da mordedura ofídica, trazem junto ao corpo um pedaço deste cipó”.

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