Confrei - (Symphytum officinale L.)

Confrei

Família: Boraginaceae


Nome Científico: Symphytum officinale L.


Sinonímia Vulgar: Consólida, consólida-maior, orelha-de-burro, confrei-russo, capim-roxo-da-Rússia, erva-de-cardeal.

Descrição: Erva perene, de caule aéreo curto e subterrâneo (rizoma desenvolvido), e raízes fusiformes, fasciculadas. As folhas são simples, alternas, oblongo-lanceoladas ásperas, cobertas de pelos, sendo que as superiores são sésseis e de menor tamanho, e as inferiores, pedunculadas e maiores. Antes de as inflorescências se formarem, as folhas são rosuladas e depois elas se prendem ao escapo. As flores são andróginas de corola rosada, pêndula, pentâmera, tubulosa e se dispõem em uma cimeira unípara escorpioide. Multiplica-se, geralmente, por divisão de touceira ou pedaços
de rizoma, enraizados em leito de areia. No Brasil, o confrei só é encontrado na forma cultivada.


Partes Usadas: Raízes e folhas.


Formas Farmacêuticas: Infuso, decocto, pó, pomada, creme, sumo, salada e cataplasma.


Emprego: Consolidação de fraturas ósseas. Usar ½ folha de 20 cm de comprimento em 1 copo com água ou suco de laranja, bater no liquidificador e coar, tomar por no máximo 10 dias. Dores lombares. Câncer, frieira, úlceras, hepatite, erisipela, hipertensão arterial, doenças do fígado e do estômago, azias, doenças da pele. O ácido rosmarínico tem ação antiinflamatória, a alantoína tem ação cicatrizante e a mucilagem tem ação hidratante e  ubrificante. Gel creme a 5% em úlceras de difícil cicatrização, psoríase, cicatrização de queimaduras, fissuras;


Constituição Química: Caroteno, taninos, açúcares, saponinas esteroidais e triterpênicas, esteróis, ácido clorogênico, ácido cafeico, ácido rosmarínico,
mucilagem, alantoína e alcaloides pirrolizidínicos, principalmente sinfitina, equimidina e elicopsamina. O sinfitosídeo, que é uma saponina triterpênica, tem ação antimicrobiana, principalmente frente a organismos dos gêneros Salmonella, Staphylococcus e Streptococcus. Minerais como Mn, Ca, Fe, P e Zn.  A alantoína, apresenta ação tópica proliferante celular e removedora de tecido necrosado; A mucilagem tem ação emoliente, agindo como hidratante e anti-inflamatório tópico;


Interações Medicamentosas e Associações: Pode ser combinado com a alteia para aplicação externa em cremes. O alto conteúdo de tanino pode provocar a precipitação de alcaloides. Evitar a combinação com outras drogas que possam danificar o fígado.


Contraindicação: Os alcaloides pirrolizidínicos (sinfitina 64%) presentes nas folhas e raízes provocam, quando em uso prolongado, enfermidade veno-oclusiva hepática e induzem a degeneração dos hepatócitos, provocando a cirrose.

 

Contraindicado: na gravidez e na lactação. Nunca utilizar o confrei internamente, pelo seu elevado grau de hepatotoxicidade (necrose centrolobular
pelos alcalóides pirrolizidínicos); Evitar seu uso tópico em crianças menores (pela maior absorção da pele). Evitar o uso por mais de 30 dias ininterruptos (alternar com papaína ou outro produto se necessário);

 

Seu uso tópico prolongado (mais de 4 a 6 semanas) deve ser evitado em pele lesionada.


Toxicidade; O uso prolongado pode ocasionar aparecimento de tumores malignos no fígado, nos brônquios e na bexiga, consequência do  desenvolvimento de doença veno-oclusiva causada pelos alcaloides nestes órgãos, complicados com o extravasamento de hemácias e necrose hemorrágica. O confrei teve seu uso por via oral proibido pelos órgãos governamentais, embora seu uso local como cicatrizante seja permitido e estimulado.

POSOLOGIA:


- Aplicar sobre a área afetada uma ou duas vezes ao dia, após higienização adequada.


CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO:


- Armazenar em recipientes hermeticamente fechados, em ambiente seco e arejado e ao abrigo da luz sol

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