Equinácea - (Echinacea purpurea (L.) Moench)

Equinacea

Família: Asteraceae.


Nomenclatura popular: Equinácea.


Parte utilizada/órgão vegetal: Raiz.


INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS


Preventivo e coadjuvante no tratamento dos sintomas de resfriados.


CONTRAINDICAÇÕES


Devido à possível ativação de agressões auto-imunes e outras respostas imunes hiper-reativas, o fitoterápico não deve ser administrado em pacientes com esclerose múltipla, colagenose, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), tuberculose, pacientes em uso de medicamentos imunossupressores e outras desordens auto-imunes.


Contraindicado: para crianças, grávidas e pacientes com histórico de hipersensibilidade e alergia a qualquer um dos componentes do fitoterápico.


PRECAUÇÕES DE USO


Esse fitoterápico não deve ser utilizado por grávidas e lactantes sem orientação médica. Não deve ser utilizado em casos de doenças auto-imunes (encefalites difusa, eritema nodoso, trombocitopenia imunomediada, síndrome de Evans, síndrome de Sjögren com disfunção tubular renal), infecções por HIV e tuberculose. Leucopenia pode ocorrer pela utilização a longo prazo (mais de 8 semanas).


EFEITOS ADVERSOS:


Pode causar febre e distúrbios gastrointestinais, como náusea, vômito e paladar desagradável logo após a ingestão. Raras reações alérgicas tais como prurido e agravamento de quadros asmáticos. Reações de hipersensibilidade foram relatadas, como dermatite atópica, urticária, Síndrome de Stevens Johnson, angioedema da pele, edema Quincke e broncoespasmo.


INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS


Deve ser administrado com cautela em associação com fármacos cujo metabolismo é dependente das enzimas CYP.


FORMAS FARMACÊUTICAS


Cápsulas e comprimidos contendo extrato seco (etanólico).(3) Raiz seca pulverizada.


VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E POSOLOGIA


(DOSE E INTERVALO)


Oral: extrato seco 250 mg, 1 a 3 vezes ao dia (equivalente a 10-30 mg de ácido chicórico por dia).


Extrato seco (5,5 - 7.5:1) 30 mg de extrato, equivalente a 200 mg de droga vegetal: 6-9 comprimidos por dia.


Raiz seca pulverizada, tomar duas cápsulas, três veze ao dia.


TEMPO DE UTILIZAÇÃO


Não utilizar por mais que 8 semanas sucessivas.


SUPERDOSAGEM 


Não foram encontrados dados descritos na literatura consultada sobre problemas decorrentes de superdosagem. Em caso de administração acima das doses recomendadas, suspender o uso e manter o paciente sob observação.


PRESCRIÇÃO


Fitoterápico somente sob prescrição médica.


PRINCIPAIS CLASSES QUÍMICAS


Fenilpropanoides, polissacarídeos, sesquiterpenos. 

 

INFORMAÇÕES SOBRE SEGURANÇA E EFICÁCIA


Ensaios não-clínicos


Farmacológicos


O extrato de E. purpurea atua como imunomodulador por meio de vários mecanismos, confirmados por estudos científicos: ativação da fagocitose, estímulo dos fibroblastos e aumento da mobilidade dos leucócitos. Foram também relatadas inibição Echinacea purpurea (L.) Moench da atividade da hialuronidase, estimulação do córtex adrenal onde são produzidos os glicocorticóides (como a corticosterona e a hidrocortisona), estimulação da produção de properdina (proteína sérica que neutraliza bactérias e vírus) e estimulação da produção de interferon. A atividade imunomoduladora do extrato aquoso e alcoólico de E. purpurea parece depender de um efeito conjunto de vários componentes, como alcamidas, polissacarídeos e derivados do ácido cafeico, principalmente ácido chicórico. 


Toxicológicos


Extratos de E. purpurea não causaram toxicidade em ensaios de dose única e dose repetida (roedores) e em estudos de genotoxicidade.


Ensaios clínicos


Farmacológicos


No estudo clínico realizado com 120 pacientes com infecção aguda do trato respiratório houve maior redução do tempo de duração da doença e melhora significativa dos sintomas entre os pacientes tratados com extrato aquoso de E. purpurea do que entre aqueles que foram tratados com placebo. Em outro estudo realizado com 59 pacientes com infecção aguda do trato respiratório, houve redução das queixas relativas a um índice de 12 sintomas em 64% dos pacientes tratados com E. purpurea e 29% entre aqueles que foram tratados com placebo.


Toxicológicos


Não foram encontrados dados descritos na literatura consultada.


REFERÊNCIAS


(1) TROPICOS. Disponível em: <http://www.tropicos.org/NameSearch.aspx?name=Echinacea+purpurea&commonname=>. Acessado em: 06 maio
2016. 

 

(2) D´IPPOLITO, J. A. C.; ROCHA, L. M.; SILVA, R. F. Fitorerapia Magistral – Um guia prático para a manipulação de fitoterápicos. 1. ed. São Paulo: Anfarmag, 2005. 194p.

 

(3) WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO monographs on selected medicinal plants. Geneva, Switzerland: World Health Organization, v. 1, p. 136-144, 1999.

 

 (4) BLUMENTHAL, M. The complete German Comission E monographs – therapeutic guide to herbal medicines. Boston, MA, EUA: American Botanical Council. 1998. 685p. 

 

(5) EMA - European Medicines Agency. Echinacea purpurea. Disponivel em: <http://www.ema.europa. eu/docs/en_GB/document_library/Herbal_-_
Community_herbal_monograph/2009/12/WC500018263.pdf>. Acesso em: 23 fev. 2015.

 

 (6) GORSKI, J. C.; HUANG, S. M.; PINTO, A.; HAMMAN, M. A.; HILLIGOSS, J. K.; ZAHEER, N. A.; DESAI, M.; MILLER, M.; HALL, S. D. The effect of echinacea (Echinacea purpurea root) on cytochrome P450 activity in vivo. Clin Pharmacol Ther, v. 75, n. 1, p. 89-100, 2004. (

 

7) BAUER, R.; WAGNER, H. Echinacea species as potencial immunostimulatory drugs. In: WAGNER, H.; FARNSWORTH, N. R. (Ed.). Economic and medicinal plants research. London: Academic Press, v. 5, p. 253-321, 1991.


(8) BISSET, N. G.; WICHTL’S, M. Herbal drugs & pharmaceuticals. Boca Raton, FL: CRC Press, 1994.


(9) BRUNETON, J. Pharmacognosy, phytochemistry, medicinal plants. Paris: Lavoisier  Publishing, 1995.


(10) HAAS, H. A.; MANNHEIM, B. I. Wissenschaftsverlag, p. 134-135, 1991.


(11) HOHEISEL, O.; SANDBERG, M.; BERTRAM, S. et al. Echingard® treatment shortens the cours of the common cold: a double-blind
placebo controlled-clinical trial. Eur J Clin Res, v. 9, p. 261-268, 1997.


(12) BRINKEBORN, R.; SHAH, D.; DEGENRING, F. Echinaforce® and other Echinaceae fresh plant preparations in the treatment of the common cold. A randomized, placebo controlled, double-blind clinical trial. Phytomedicine, v. 6, p. 1-6, 1999.


(13) BARRETT, M. The handbook of clinically tested herbal remedies. Volume 1. Nova Iorque, 2003.

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