Insulina (Cissus verticillata (L.) Nicolson & C.E.Jarvis)

Insulina

 

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Vitales

Família: Vitaceae

Espécie: Cissus verticillata (L.) Nicolson & C.E.Jarvis

Nome(s) Popular(es):  Uva-do-mato, anil-trepador, diabetil, cipó-anil, cipó-pucá, cortina-japonesa, insulina, insulina-vegetal, parreira-brava, quebra-barreira, tinta-de-gentio, uva-brava, uva-do-mato, uvinha-do-mato 

Descrição:

 

Lianas; tricomas não ramificados e não glandulares, raríssimo também com tricomas bífidos; ramos suculentos, glabros, pubérulos, ou pebescentes, às vezes avermelhados principalmente nos nós, jovens cilíndricos, velhos subcilíndricos ou subretangulares. Gavinhas não ramificadas ou birramificadas, glabras ou pubérulas, discos adesivos raramente presentes abaixo das extremidades, formados após estímulo; escamas (0,5-)1-2 mm compr., triangulares, glabras, ciliadas. Folhas simples, às vezes lobadas ou laciniadas, raríssimo algumas trifoliodas (Brasil [São Paulo] e Bolívia [Santa Cruz]); pecíolos (0,3-)0,8-3,4(-7,8) cm de compr., às vezes avermelhados ou vermelhos, canaliculados, glabros, pubérulos ou pubescentes, separando-se facilmente da lâmina quando secos; estípulas 2-8 mm compr. x 1-2 mm larg., falcadas ou ovais, glabras ou pubescentes principalmente na base, minutamente ciliadas, papiráceas, ápice às vezes reflexo, base auriculada ou arredondada, caducas inicialmente na parte apical; lâminas (0,9-)3,5-9,4(-22,7) x (0,8-)2,2-5,6(17,4) cm, nos ramos vegetativos largos ovais, ovais, triangulares, lanceoladas, estreito-elípticas, subpanduriformes, cordiformes, ou subcirculares, nos ramos reprodutivos triangulares, lanceoladas, elípticas, oblongas, ovais, cordiformes, estreito-elípticas, deprimido-ovais, cordiformes, ou deltóides, ápice agudo, arredondado, acuminado, ou longo-acuminado, margem denticulada ou denteada, dentículos mais ou menos agudos e salientes ou inconspícuos, base cordada, subcordada, truncada, cuneada, oblíqua, ou auriculada, lâminas glabras ou canescentes em ambas as faces, híspidas na face adaxial, ou vilosas na face abaxial, papiráceas, cartáceas ou carnosas, planas ou conduplicadas, nervuras e vênulas frequentemente achatadas na face abaxial da lâmina formando domácias nas axilas, concolores, às vezes discolores e avermelhadas ou vermelhadas.Inflorescências (0,6-)3,5-5,8(-7,4) cm compr. x (0,7-)3-5(-5,9) cm larg., umbeliformes, de ápice aplanado; pedúnculos (0,15-)1,9-2,4(5,2) cm compr., verdes, avermelhados ou vermelhos, glabros, pubérulos, ou pubescentes; brácteas 1-2 mm compr., triangulares, glabras ou pubescentes, minutamente ciliadas, caducas na maior parte; pedicelos (1-)2-3(-5,5) mm compr., verdes, avermelhados ou vermelhos, glabros; botões elipsóides ou raro conoidais (Costa Rica); cálice (<0,5-)1mm alt. x 1-2,5 mm diam., verde-amarelado ou vermelho, glabro, carnoso, truncado ou raro de lobos deltóides ou arredondados, base arredondada; corola em botão (<0,5-)1-1,5(-2,5) mm alt. x 1-2(-2,5) mm diam., raríssimo apiculada (Madsen 63408); pétalas verde-amareladas ou vermelhas, glabras; anteras latrorsas, conectivo esverdeado, cuneiforme, granuloso, seco amarelo-claro, raro marrom; disco esverdeado, ápice levemente côncavo; estilete cilíndrico, estigma levemente capitado. Baga (4-)10(-11) mm diam., púrpura, esférica, lisa; sementes 1(-2), ca.5 mm compr. x 3mm larg., subturbinadas, lateralmente arredondadas, laterais levemente rugosas, hilo levemente agudo, rafe inconspícua. (Lombardi 2000).
 

Usos:

 

Alimentício: Os frutos podem ser consumidos ao natural, ou usados no preparo de geléias, licores ou vinhos. As raízes tuberosas são consumidas em localidades interioranas cozidas, mas o cozimento deve ser longo e com várias trocas de água para remover os cristais de oxalato.

 

Medicinal: Na medicina popular esta espécie é utilizada no tratamento de diabetes, redução do colesterol, hemorragias, inflamações, sequelas de AVC, doenças do coração, taquicardia, hidropsia, tremores, para baixar pressão arterial, inflamação muscular, epilepsias, derrame, como sudorífera, pedras nos rins e muitas outras aplicações. Possui comprovada atividade farmacológica no tratamento de doenças do coração e hipertensão, assim como atividade hipoglicemiante.

 

"Malefícios": -

 

Referências:

 

Kinupp, V.F. 2007. Plantas alimentícias não-convencionais da região metropolitana de Porto Alegre, RS. Tese de Doutorado. Universidad Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre.

 

LOMBARDI, J. A.; Vitaceae: Gêneros Ampelocissus, Ampelopsis E Cissus. Flora Neotropica , Vol. 80, Vitaceae: Gêneros Ampelocissus, Ampelopsis E Cissus (Dec. 22, 2000), pp. 1-250

Lombardi, J.A. 2012. Vitaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2012/FB015270). 

Oliveira, A.B. 2006. Cissus verticillata (Vitaceae): Informações Etnofarmacológicas e Anatomia dos Órgãos Vegetativos. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Viçosa, Viçosa-MG.

 

Souza, F.A. 2009. Aspectos Botânicos e de Usos de Cissus verticillata (L.) Nicholson & C. E. Jarvis (VITACEAE): Insulina-Vegetal. FLOVET 1:21-39. 

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