Jurubeba (Solanum paniculatum L.)

 Jurubeba
 

Outros nomes: jaúna, jiriveva, juruana, jubeba, jumpeba, jupeba, jupela, juribeba, jurepeba, juripeba, jurubeba-nil, jurubeba-verdadeira, jurubebinha, jurumpeba, jurubeba-altera, juuna, juvena, juvera, urumbeba, juribebe, jurubeba-branca, jurubeba-verdadeira,jurumbeba, juvena, juuna, jurubeba (inglês, espanhol, francês), giurubeba (italiano).
 

Nome Científico: Solanum paniculatum L.
 

Família: Solanaceae.
 

Nomes Botânicos: Solanum paniculatum Pis.
 

Partes Usadas: folha, fruto, flores, caule e raiz.

Sabor: amargo e refrescante.
 

Constituintes Químicos: alcalóides (solamina, solanidina, solasodina), esteróides nitrogenados, saponinas, esteroidais nitrogenados (paniculina, jurubina), agliconas (isojurubibina, isopaniculidina, isojurupidina e jurubidina), ácidos graxos, ácidos orgânicos, glicosídeos (paniculoninas A e B), mucilagens, resinas (juribina e jurubepina), princípios amargos.
 

Propriedades Medicinais: carminativo (ramos, frutos e flores); diurético (raiz); expectorante (raiz); antitérmico (raiz); odontálgico; contraceptivo (decocção); desobstruente (raiz); amargo (raiz e fruto); antiicterícia; alterante; vulnerário; sudorífico; antifebril; antiperiódico; antidispéptico; antidiabético (raiz e fruto)); antihidrópico (raiz e fruto); aperiente (raiz e fruto); anti-inflamatório; cicatrizante; colagogo (raiz e fruto); depurativo; descongestionante; digestivo; emenagogo; estimulante; estomáquico; febrífugo; hepatoprotetor; hepatotônico; laxante; tônico (raiz e fruto); antianêmico (raiz e fruto); antidispéptico (raiz e fruto); antiparasitário; antipruriginoso; antimalárico; hipoglicemiante; cardiotônico.
 

Indicações (Uso Interno): previne bronquite e asma; faringite crônica; amidalite de repetição; tonifica o fígado; tuberculose; ingurgitamento e inflamação do fígado e do baço; combate tumor no útero e abdômen; catarro na bexiga; úlcera; tumor granuloso; inapetência; atonia gástrica; impaludismo; constipação; secura biliar; abscesso internos; acidez da secreção gástrica; anemia ferropriva; anorexia; atonia gástrica; azia; bronquite; catarro na bexiga; cicatrização de mucosa; cistite; debilidade; diabete; dispepsia; problemas de estômago; febre intermitente; gastrite e úlcera péptica; gripe; hepatite; hepatoesplenomegalia; hepatopatia crônica; icterícia; malária; náusea; reduzir acidez da secreção gástrica; síndrome pós-hepatite; tosse; elimina vermes; estimula o metabolismo das células hepáticas; esplenomegalia; edema nos membros inferiores por retenção de líquido.
 

Indicações (Uso Externo): erisipela; feridas leves e supuradas; contusão; afecções da pele.
 

Indicações Pediátricas: inapetência; anemia e hepatite.
 

Utilizações na MTC: limpa calor e domina o fogo. Regula o Qi e o Shen (espírito).
 

Elemento predominante na MTC: Fogo
 

Atuação nos Canais: C, F, E, P e BP.
 

Ayurveda (Ação nos doshas): nome ayurvédico – Kantakari. Reduz Vata e Kapha e agrava Pitta. É uma das raízes que compõe o Dashmool. Atua nos tecidos (dhatus) plasmático; sanguíneo; nervoso e reprodutivo. Tem ação no sistema digestivo; respiratório e reprodutivo. È um digestivo e purificador do plasma.
 

Rasa: amargo e picante.
 

Virya: fria.
 

Vipaka: picante.
 

Floral:

 

Contra-indicações: não utilizar por período prolongado devido aos alcaloides e esteroides, que podem provocar intoxicação. Sinais de toxidade: diarreias, duodenite erosiva, elevação das enzimas hepáticas, gastrite, náuseas, sintomas neurológicos, vômitos. Evitar na lactação.
 

Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
 

Cultivo: 
 

Indicações energéticas ou mágicas: planta associada a entidade Afro- Brasileira Xangô.
 

Habitat: espécie autóctone da América do Sul, ocorrendo das Guianas até o sudeste brasileiro. Ocorre como planta ruderal, crescendo espontaneamente em pastagens, pomares e terrenos abandonados, lavouras perenes e capoeiras.
 

Descrição botânica: é um arbusto perene, com caule e ramos espinhosos, folhas verde-escuras na face superior e claras na inferior, com espinhos. O fruto é uma baga esférica, amarelada, presa a um pedúnculo comprido, agrupada em cachos. Não tolera vento frios e geadas. 
 

Toxicidade: sem toxicidade nas doses recomendadas. Superdosagem pode provocar diarreia, náuseas, vômitos, erosão gástrica e duodenal, elevação das enzimas hepáticas, sintomas neurológicos e, em alguns casos, morte.

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