LOSNA (Artemisia absinthium L.)

LOSNA


Família: Asteraceae (compositae)


Sinonímia: Absíntio, acinto, alvina, artemísia, erva dos vermes, erva santa, grande absíntio, losna, gotas amargas.


Origem:


Descrição: Planta herbácea, perene, com altura entre 40cm a 1m, podendo chegar a 1,5m quando cultivada. Forma touceiras. O caule ramificado, áspero, de cor verdeprateada e apresenta sulcos longitudinais. As folhas são recortadas, com pelos, de cor cinza-esverdeada na parte superior e branco-prateada na parte inferior. As folhas próximas ás flores são lanceoladas. As flores são de cor amarela, tubulosas, reunidas em capítulos pendentes e exalam um forte odor agradável. O fruto um aquênio glabro. Planta de clima temperado; não resiste a geada. É uma planta que necessita de água regularmente. Prefere solos bem drenados, com bom teor de umidade, de textura média a argilosa. Prefere pH entre 6,5 a 8,0.


Uso farmaco-terapêutica: repelente piolho uso externo


Propagação: sementes e estacas


Parte utilizada: As partes utilizadas são folhas e sumidades florais.


Constituintes químicos principais: óleo essencial, constituído por uma mistura de tujona, tujol, álcool tujônico combinado com os ácidos valeriânico e palmítico, absintol, felandreno, cadineno, azuleno, absintina (princípio amargo), matérias mucilaginosas, resinosas, pépticas.


Formas farmacêuticas habituais: Infusão, decocção,


Indicação, Preparo e Posologia: como estomacal, febrífugo; usado nas inapetências, como aperitivo, nas convalescenças de doenças graves, na anemia, anorexia, dispepsias; empregado como antifebril, possuindo ainda propriedades vermífugas, abortivas e emenagogas. Anti-séptica, digestiva, tônica, afrodisíaca.


Adultos: uso interno – infuso 20g das folhas e sumidades floridas em um litro de água.


Tomar 2 xícaras ao dia, antes ou após as refeições. Como estimulante do apetite, usar 5 a 15 g por litro de água.


Pó: 1g, 3 vezes ao dia antes das refeições.

A losna é planta medicinal muito conhecida. Em qualquer propriedade em que se plantem chás, é quase certo que um deles é a losna. Ela tem propriedades muito boas, mas também muito fortes, a ponto de chegar a ser tóxica. Por isso deve ser tomada sempre com precauções. Cabe lembrar aqui como é falso aquele princípio, que muitos seguem no uso de plantas medicinais, de que “se bem não faz, mal também não faz”.


Reconhece-se a losna como uma erva baixa bem ramificada, de coloração geral verde-acizentada, de folhas recortadas e, principalmente, por seu cheiro forte e característico. Seu nome científico é Artemisia absinthium, da família Compositae (Asteraceae).


Segundo os livros, a losna é usada há pelo menos 3.500 anos para expelir vermes intestinais, sendo até hoje usada com esta finalidade.
Do tempo dos romanos sabe-se que a plantavam ao longo das estradas e que os soldados usavam raminhos dela nas sandálias para combater a dor
nos pés durante as longas marchas. Um dos usos medicinais da losna é na composição de bebidas alcóolicas amargas, como o conhecido vermute. Entretanto, todos os autores alertam sobre os problemas que resultam do uso exagerado de tais aperitivos. O uso prolongado leva a um processo de degeneração exceder três semanas. Usada em altas doses é psicoestimulante, provocando perturbações psíquicas e alucinações. Apesar da recomendação destas precauções, não é preciso deixar de usar a losna, que tem propriedades benéficas poderosas. Como outras  lantas amargas, usa-se a losna em tratamentos internos, seja pura ou em misturas, para estimular o apetite, a secreção dos sucos gástricos e da bile, contra cólicas intestinais, ou, como diz outro autor, para o tratamento de doenças gástricas com produção diminuída de ácido, e para os transtornos hepáticos ou biliares com perda de apetite, sensação de repleção e mau hálito. E ainda uma observação: os aperitivos amargos agem principalmente através da mucosa bucal, para estimular a secreção estomacal. Por isso devem ser bem ensalivados.

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