Bidens pilosa (PICÃO)

PICÃO


Família: Asteraceae (Compositae)


Sinonímia: Picão preto, erva pilão, carrapicho, pico-pico, carrapicho cuambú, carrapichode-agulha, piolho-de-padre.


Origem: América Tropical


Descrição: É uma erva atingindo até 1,2 m de altura. Caule ramoso, flores amarelas, fruto preto, com a ápice coroada de 2 a 4 saliências (picões) que se prendem com facilidade na roupa. Prefere solos argilosos e férteis.


Uso fármaco-terapêutica: antidiabética, anti-séptica, vulnerária, icterícia, antibiótica, hepatite, vermífuga e anti-hemorroidal.


Propagação: Sementes


Parte utilizada: Toda a planta


Constituintes químicos principais: Tanino, mucilagem, bioflavonóides, fitosteróis, poliacetilenos.


Formas farmacêuticas habituais: infuso, decocto


Indicação, Preparo e Posologia: Regenera o tecido lesionado por ferimentos ou feridas, cicatrizando - Diminui a glicose no sangue, ativando o pâncreas na distribuição de insulina.

 

Uso interno: infusão – 1 colher de sopa da erva (5 g) em meio litro de água fervente. Beber 2 a 3 xícaras por dia.

Uso externo: para amigdalite e faringite – o mesmo do infuso, usar sob forma de gargarejo.

 

Planta das mais conhecidas e mais importunas para quem vive no campo, onde se reproduz abundantemente em lavouras e qualquer espaço livre. Importuna por causa das sementes que com seus minúsculos ganchos se prendem à roupa das pessoas e ao pelo dos animais, favorecendo sua disseminação. Seu nome científico é Bidens pilosa, da família Compositae (Asteraceae). É planta típica da América tropical, abundante em todo o Brasil. Na literatura estrangeira só se encontra referência a uma outra espécie, Bidens tripartita. Um livro de 1910 diz textualmente, na ortografia de então: “Tem princípio acre e mucilaginoso. Usa-se o decocto dos ramos e das folhas, assim como o suco. Externamente, o decocto é empregado como vulnerario e cicatrizante, e, em gargarejos nas anginas simples, amigdalites, etc. Cataplasmas são também empregados como revolutivos das glândulas engurgitadas. O suco é empregado internamente contra as manifestações de ictericia. Acreditamos que, o infuso dos ramos e folhas tenha propriedades agindo sobre o canal aéreo.”


Citações de livros atuais apresentam, entre outras, as seguintes indicações. É frequente o uso do chá para combater icterícia e, principalmente,  empregado para combater hepatites. Regenera o tecido lesionado por ferimentos ou feridas, cicatrizando-o. Tem atuação comprovada na diminuição da glicose no sangue, ativando o pâncreas na distribuição da insulina. Normaliza o distúrbio orgânico caracterizado pelo aumento da bilirrubina no sangue das pessoas que estão com icterícia.


Certamente a indicação que mais interessa hoje é a relativa à diminuição da glicose no sangue. Esta mesma indicação se encontra também em livro recente de Cuba, onde se diz textualmente que “en otros países se usa como hipoglicemiante, atividade verificada en Colombia en animales de experimentación”.


Além do picão-preto é conhecido entre nós o picão-branco, ao qual se atribuem as mesmas propriedades.

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