Poejo (Mentha pulegium L.)

Poejo

Outros nomes: Erva-de-São-Lourenço, Poejo-Real, Menta-Selvagem, Poejo-das-Hortas, Hortelã Silvestre, Hortelã-da-Folha-Miúda (português), Biblical Mint, English Horsemint, Horsemint, Pennyroyal, American Pennyroyal, European Pennyroyal, Lurk-in-the-Ditch, Mosquito Plant, Piliolerial, Pudding Grass, Pulegium, Run-by-the-Ground, Squaw Balm, Squawmint, Stinking balm, Tickweed, American False Pennyroyal (inglês); Boo Dee Na (burma); Byi Rug (tibetano); Fan-ho (China), Gha-Gha, Habak (árabe), Hertsmint (holandês), Hortelã (Ilha da Madeira), Jungli Pudina (Hindi), Mastranzo Nevado, Poleo, Menta Poleo, Poleo Menta, Poleo Común, Poleo Europeo, Poleo Negro (espanhol), Menta Salvatica e Mentastio (Italiano), 

 

Família: Lamiaceae (Labiatae)


Nome Científico: Mentha pulegium L.


Sinonímia Vulgar: Poejo-das-hortas.


Sinonímia Científica: Mentha pulegium Luce; Mentha daghestanica Boriss; Pulegium vulgare Mill.; Pulegium daghestanicum (Boriss) Holub.

Descrição botânica: planta herbácea, vivaz, prostrada, perene, pilosa ou glabrescente que cresce de 10 a 50 cm em altura. As folhas são pequenas, curtamente pecioladas, opostas, obtusas ou subagudas, denticuladas ou quase inteiras, redondo-ovaladas, aromáticas. A inflorescência é racimosa, composta de flores lilases, em numerosos verticilos, todos axilares, multifloros, bastante compactos. O cálice é viloso, tubuloso, com a goela fechada por pelos coniventes, sublabiado, com 5 dentes desiguais, os dois inferiores mais estreitos. Carpelos ovoides, lisos. A planta exala um aroma peculiar. 

Nome Farmacêutico: Folium Menthae pulegiae.
 

Partes Usadas: toda a planta. 
 

Sabor: picante, amarga, fresca.
 

Constituintes Químicos: pulegona, mentona-piperitona, borneol, carvona, acetato de metila, flavonóides, fenol, tanino, mentol, carvacrol, óleo essencial de poleganona (94%), cineol, dipenteno, piperitenona, timol e eugenol.
 

Propriedades Medicinais: amebicida, aperiente, digestivo, estimulante, tônico estomacal, sudorífero, expectorante, antitússivo, diaforético, circulatório, repelente, emenagogo, tônico uterino, cicatrizante, antisséptico, sedativo, carminativo, estomáquico, antiespasmódico, analgésico, eupeptico, balsâmico, antigripal, vermífugo, anti-hidrópico, béquico, antidiarreico, giardicida, trichomonicida, colagogo, antiparasitário, estimulante, 
 

Indicações (Uso Interno): acidez, ardor do estômago, arroto, bronquite, catarro, cólica estomacal e intestinal, debilidade geral, debilidade do sistema nervoso, diarreia, distúrbio gastrointestinal, dor de cabeça, enjoo, gases, gripe, hidropisia, histeria, insônia, palpitação do coração, reumatismo, rouquidão, tontura, transtorno menstrual, tosse, vermes, zumbido nos ouvidos, regular fluxo menstrual e aliviar espasmos (folhas), infecções pulmonares, baixa a febre provocando sudorese, estimula a circulação, dismenorreia, neuralgias, resfriado, tosses, acidez estomacal, fermentações, coqueluche, digestão lenta, inflamações crônicas, doenças do trato respiratório, dores de cabeça de origem digestiva, eleva a secreção de suco gástrico, pés frios (extremidades frias), 
 

Indicações (Uso Externo): picadas de insetos, alivia manchas de contusões, ativa circulação, eliminar pulgas, 
 

Indicações Pediátricas: evitar o uso infantil.
 

Utilizações na MTC: os antigos chineses já se valiam de suas propriedades calmantes e antiespasmódicas. A erva é utilizada para tratar invasão de vento frio externo, vento calor externo, vento frio no pulmão, umidade mucosidades frio no pulmão, umidade mucosidades do baço pâncreas, inversão do qi (energia vital) do estômago (quando a energia do estômago sobe, em vez de descer pelo seu meridiano, causa vômitos, tonturas), estagnação do qi (energia vital) do fígado, estagnação do qi (energia vital) dos intestinos, estagnação do qi (energia vital) do útero, subida de yang do fígado e vazio de jing do rim.
 

Elemento predominante na MTC: Metal
 

Atuação nos Canais: Pulmão, Baço/Pâncreas e Fígado. 
 

Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Vata e Kapha e agrava Pitta.
 

Rasa: picante.
 

Virya: quente.
 

Vipaka: picante.
 

Contra-indicações: evitar na gravidez, pois pode provocar aborto. Não deve ser utilizada por lactentes e crianças, pois pode causar dispneia e asfixia. Pessoas com epilepsia devem fazer uso controlado e apenas com recomendação profissional e nunca mais do que uma vez por semana. Uso prolongado pode causar danos ao rins e pulmões. Pessoas com doenças nos rins, pulmões fígado ou sistema nervoso devem evitar seu uso. Pessoas que sofrem de alcoolismo também devem usar a erva com muita atenção. Também é contraindicado em casos de úlcera gastroduodenal.
 

Interações medicamentosas: a erva faz interação com paracetamol, drogas metabolizadas pela enzima cytocromo P450, drogas hipoglicêmicas orais, drogas hepatoxicas e anti-histamínicos. Utilizada em combinação com Artemisia (Artemisia vulgaris) para obstruções menstruais.
 

Indicações energéticas ou mágicas: era utilizada na antiguidade para fazer coroas, usadas em cerimônias religiosas. A erva é associada ao elemento fogo.
 

Habitat: cresce em lugares frescos, por vezes junto aos regatos. Encontrada na maioria das regiões da Europa. 
 

Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
 

Toxicidade: a pulegona, presente na planta, é tóxica, em altas doses, afetando principalmente o fígado, mas também com ação paralisante sobre o bulbo raquidiano. O borneol, presente na planta, é contraindicado para grávidas, especialmente nos três primeiros meses. Relatórios de toxicidade de poejo remontam ao final de 1800, quando a ingestão de óleo de poejo foi associada com síncope, convulsões, diaforese, vômitos e coma. A ingestão de óleo de poejo produz efeitos tóxicos diretos no trato gastrointestinal e no fígado. Dependendo da dose, a apresentação clínica inclui náuseas, vômitos, dor abdominal, ardor na garganta, e tontura dentro de 2 horas após a ingestão, seguida de o atraso no desenvolvimento de disfunção hepática em casos. Em casos graves, letargia, choque, coagulopatia (coagulação intravascular disseminada [DIC]), necrose hepática maciça e insuficiência hepatorrenal pode ocorrer. 

Referências Bibliográficas

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