TANCHAGEM (Plantago major L.)

Plantago major L.
Plantago australis L.
Plantago lanceolata L.

Tanchagem

NOMENCLATURA BOTÂNICA: Plantago major L.

 

SINONÍMIA BOTÂNICA: Plantago borysthenica Wissjul., Plantago dregeana Decne., Plantago gigas H. Lév., Plantago intermedia Gilib., Plantago jehohlensis Koidz., Plantago latifolia Salisb., Plantago macronipponica Yamam., Plantago officinarum Crantz, Plantago pauciflora Gilib., Plantago sawadai (Yamam.) Yamam., Plantago sinuata Lam., Plantago villifera Kitag .

 

FAMÍLIA: Plantaginaceae 

NOMENCLATURA POPULAR: No Brasil, a espécie P. major é conhecida como tanchagem maior, tranchagem, transagem, tansagem , plantagem, língua de vaca, trançagem, ou ainda, como tançagem.

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: Esta planta tem origem no Norte da Europa e Ásia Central, adaptando-se bem a regiões tropicais. No Brasil, Plantago major está distribuída em diversos domínios fitogeográficos: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa, sendo encontrada desde o norte até o sul do país .

PARTE UTILIZADA/ÓRGÃO VEGETAL: Não foram encontrados dados em compêndios oficiais. Folhas e sementes são as partes da planta mais comumente utilizadas.

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA DA PARTE DA PLANTA UTILIZADA: Não foram encontrados dados em compêndios oficiais para a planta. Plantago major L. é uma planta de aproximadamente 15 cm de altura. Suas folhas crescem em forma de rosetas e são de ovaladas a elípticas comnervação paralela. As folhas são glabras e suas extremidades são irregularmente dentadas. As flores são pequenas, marrom-esverdeadas e estão dispostas em longas espículas não ramificadas de até 25 cm que crescem da base da roseta, P. major é polinizada pelo vento e produz grande quantidade de sementes, até 20000 por planta. Suas sementes são pequenas e ovais (0,4-0,8 x 0,8-1,5 mm) e possuem sabor levemente amargo.

Prospecção fitoquímica 5 Nos testes realizados para a busca de metabólitos secundários, foram encontrados resultados positivos para alcaloides e flavonoides, no pó das folhas da planta. No estudo realizado por De Lima Neto (1991), o teor de macro e micronutrientes foi avaliado. Os valores para os macronutrientes foram: nitrogênio: 2,28%; fósforo: 0,28%; potássio: 2,83%; cálcio: 1,26%; magnésio: 0,37%; enxofre: 0,22%. Para os micronutrientes foram: boro: 9 ppm; cobre: 7 ppm; ferro: 288 ppm; manganês: 60 ppm; zinco: 33 ppm. GuilGuerrero (2001) realizou análise das folhas da planta, demonstrando baixo conteúdo de carboidratos: 1,99 g/100 g peso seco. P. major apresentou, ainda, alto conteúdo de vitamina C (45,1 mg/100 g peso seco) e cálcio (108 mg/100 g). Freitas e colaboradores (2008) avaliaram o teor dos macronutrientes na espécie P. major cultivada em estufa, sob 5 diferentes tratamentos, com e sem fungos, além de 4 diferentes quantidades de fósforo no solo.

 

Observou-se que, na ausência de fósforo, o microrganismo Glomus clarum aumentou o rendimento de matéria seca da planta em 898%, o teor de enxofre em 149% e o teor de cálcio em 79%, ao passo que G. margarita, em relação ao controle, aumentou o rendimento de matéria seca e o conteúdo de potássio em 238% e 29%, respectivamente.

USOS POPULARES / TRADICIONAIS: Plantago major é utilizada tradicionalmente para múltiplas enfermidades, variando de acordo com a parte da planta utilizada. As folhas são empregadas na medicina tradicional para tratamento de: feridas, furúnculos, abscessos, cortes, picadas de abelha, picadas de insetos , injúrias oculares, disfoni, resfriados, dor de dente, tabagismo, gengivite, dor de ouvido, para problemas de voz e rouquidão, problemas na garganta, acne  e hemorroidas. O uso interno das folhas é indicado popularmente para limpeza sanguínea, acidente vascular cerebral, infecções, dores renais, diarreia, dores de estômago e digestivas, hemorragias, verminoses, úlceras e fístulas, fluxo menstrual abundante, fogachos, icterícia, tuberculose, câncer, estomatite, esplenite, pneumonia, hemofilia, estrangúria, epilepsia, elefantíase, hidropisia, problemas cardíacos e trombose. As folhas ainda são usadas como antissépticas, depurativas, hemostáticas, antibacterianas, supurativas, diuréticas, desinfetantes, anti-inflamatórias, antipiréticas, para recuperação pós-parto, bem como no combate ou neutralização dos efeitos causados por animais peçonhentos ou venenosos, tais como escorpiões, aranhas ou lagartos venenosos .

 

O uso das folhas em associação com outras plantas é descrito para o tratamento de tosse (99), reumatismo, cálculos renais, fraturas ósseas, lesões de pele e, também, para purificação renal e sanguínea.

 

As sementes de Plantago major são indicadas no tratamento de disenteria, febre, hemorroidas; sendo descrita também sua utilização em associação a outras plantas como emoliente em casos de tosse e dor de garganta (98), assim como para combate de miomas uterinos.

 

Os frutos tem aplicação como adstringentes, tônicos, estimulantes, antissépticos, antipiréticos, incluindo combate a desordens estomacais e disenteria. Na etnofarmacologia, as partes aéreas de P. major são utilizadas em casos de tosse, bronquite, febre, desconforto gastrintestinal, embolia e no combate ou neutralização dos efeitos causados por animais peçonhentos ou venenosos, tais como escorpiões, aranhas ou lagartos venenosos.

 

Os caules tem aplicação como emolientes, antitussígenos e estimulante. As raízes são utilizadas para tratamento de diabetes, 16 infecção urinária, úlceras gástricas, feridas, cânceres e em casos de menorragia. Por fim, a planta inteira é aplicada para tratamento de distúrbios hepáticos e estomacais, feridas e queimaduras, infecções na garganta, menorragia, dismenorreia, pressão alta, inflamação, inflamação uterina, dor de urina e de bexiga, infecção pelos vírus das hepatites A, B e C, como expectorante, antialérgica e colerética e em úlceras da pele causadas por Leishmania. Oliveira e colaboradores (2007) realizaram uma revisão bibliográfica sobre plantas medicinais indicadas para, especificamente, afecções odontológicas, fazendo uso de livros, artigos e sítios eletrônicos científicos e populares. Foram encontradas 132 espécies citadas como úteis no tratamento dessas afeccções, estando dentre as mais citadas, P. major.

 

As partes da planta utilizadas para esse fim foram as folhas, sementes e raízes, na forma de infusão e tintura.

Toxicidade aguda: A toxicidade dos decoctos das folhas e raízes da planta foi avaliada em ratos Wistar machos na dose de 50 mg/mL, administrada por via intraperitoneal. A atividade epileptiforme foi induzida na superfície do córtex sensorimotor aplicando topicamente penicilina-G sódica. Para o extrato aquoso das folhas verdes não foram observadas mudanças na amplitude dos picos epiléticos induzidos por penicilina. No entanto, verificou-se um aumento na amplitude de picos no tratamento com decocto de raízes secas. Os autores destacam a presença de sais de potássio na planta como responsáveis pelo aumento da excitabilidade neuronal. Assim, devem ser monitorados os pacientes que utilizarem decocto das raízes da planta por período prolongado para tratamento de outras patologias como hematúria, cálculos renais, bronquite, disenteria e, especialmente, em pessoas com epilepsia, devido ao aumento potencial da excitabilidade neuronal. Lagarto Parra e colaboradores (1999) avaliaram o potencial tóxico do extrato fluido das folhas da planta, administrado em ratos Swiss, por via oral (intragástrica). As doses de 5950, 8300 e 11900 mg/kg foram avaliadas para a determinação da dose letal média (DL50). No final deste período, os animais foram sacrificados e foram realizadas autópsias e exame macroscópico dos órgãos e tecidos. A DL50 determinada foi de 7488,6 mg/kg. Nas primeiras 24 horas após adminstração do extrato, foram observados sintomas como respiração acelerada e convulsões nos animais.

 

O veículo hidroalcoólico não foi inteiramente responsável pela toxicidade encontrada, apesar do álcool causar distúrbios no sistema nervoso central. Não se observou redução no peso corporal durante os testes. A autópsia não encontrou evidência de alterações patológicas nos órgãos analisados, incluindo: coração, rim, baço, pulmão, fígado, ovário e testículos, após 14 dias. Os autores concluem que este extrato não é tóxico, uma vez que valores maiores que 2000 mg/kg foram estabelecidos como atóxicos. A tintura das folhas da planta, contendo 49% de teor alcoólico, foi avaliada em estudo in vitro, frente à Artemia salina L., como teste alternativo para determinação da toxicidade de produtos naturais. As larvas vivas foram contadas e a DL50 foi estimada. As concentrações de 10, 100 e 1000 µg/mL da tintura causaram mortalidades de 5,7; 9,3 e 10, respectivamente, 19 sendo o valor de 10 correspondente a 100% mortalidade. O valor encontrado de DL50 para a tintura foi de 4,74 µg/mL. A mesma tintura foi avaliada por metodologia in vivo, administrando-a em camundongos albinos, em dose única, administrada por via oral. A DL50, após 24 horas do início do tratamento, foi de 182,54 mg/kg. Foi estabelecida boa correlação entre os resultados in vitro e in vivo (r = 0,85). O fitoterápico desenvolvido por Rauber (2006) , contendo Aristolochia cymbifera, Plantago major, Luehea grandiflora, Myrocarpus frondosus e Piptadenia colubrina (Cassaú Composto®), foi administrado por via oral, em ratos Wistar, na dose de 26 mL/kg, 2 vezes, com intervalo de 15 minutos entre as administrações. A toxicidade foi avaliada em dois grupos de animais (n = 6/sexo). Um grupo recebeu tratamento com o fitoterápico e o outro grupo recebeu apenas o veículo. Os resultados revelaram sinais de toxicidade sistêmica com o desenvolvimento de ataxia, porém de forma transitória e reversível, sem mortes, não causando interferência no peso corporal dos animais, no consumo de água e ração, nas produções de urina e fezes, bem como alterações macroscópicas nos órgãos dos animais. Mirzaei e colaboradores (2011)  avaliaram a citotoxicidade e a letalidade dos extratos hexano, acetato de etila e metanol da planta a 10, 100, 500 e 1000 ppm.

 

Foram utilizados camarões de água salgada (Artemia urmiana) para os testes. Água salgada artificial e timol foram usados como controles negativo e positivo, respectivamente. Todos os extratos apresentaram mortalidade (100%) a 1000 µg/mL. O menor valor de DL50 (218 µg/mL) foi obtido para extrato acetato de etila de P. major. Este extrato pode ser considerado tóxico para células tumorais e normais, segundo os autores.

 

Toxicidade subcrônica: O extrato aquoso das folhas da planta foi avaliado por González e colaboradores (2003) , na dose de 2000 mg/kg, administrado diariamente, via oral, por período de 40 dias. Os animais utilizados foram ratos albinos da linhagem NGP, divididos em 2 grupos, contendo 10 ratos cada. Um grupo recebeu o extrato aquoso das folhas da planta e o outro grupo, denominado controle, recebeu 0,5 mL do veículo. Nenhuma morte foi observada após administração do extrato, no entanto a partir do segundo dia de tratamento, os animais apresentaram diminuição do reflexo de direção. A partir do 12° dia, verificou-se diminuição na reação de alarme e atividade agarradora anterior e posterior, mantendo estes efeitos até o final do ensaio. Não foram observadas diferenças no peso corporal dos animais. Os autores concluíram que houve uma ligeira ação depressora sobre o sistema nervoso central, 20 manifestada através da redução dos reflexos e das reações e ausência de alterações no peso corporal. A solução oral, desenvolvida por Rauber (2006), foi testada, adicionalmente, para toxicidade subcrônica. Para tal, o fitomedicamento foi administrado oralmente, a ratos Wistar, nas doses de 1,3; 6,5 e 13 mL/kg, durante 30 dias. Os animais foram separados em 4 grupos experimentais, sendo utilizados 10 animais/sexo/dose. Os resultados revelaram ausência de toxicidade sistêmica, fundamentados na falta de alterações hematológicas e bioquímicas sanguíneas, bem como, na ausência de alterações no peso e nas análises histopatológicas dos órgãos, nos diferentes grupos tratados com as doses do fitoterápico. Os autores concluíram que o fitoterápico pode ser considerado seguro, considerando as doses e períodos avaliados.

 

Toxicidade crônica: Informação não descrita nas referências consultadas.

 

Genotoxicidade: Ramos Ruiz e colaboradores (1996) avaliaram o extrato fluido da planta em ensaios de toxicidade e genotoxicidade in vitro. Cepas de conídios D-30 foram utilizadas a fim de avaliar a toxicidade quantitativa. Nenhum efeito genotóxico foi observado, sendo os valores encontrados para a amostra equivalentes aos do controle negativo. Também não foi observada toxicidade do extrato no teste (valor de índice de toxicidade igual a -2). Dutra Pimenta e colaboradores (2005) utilizaram extrato aquoso das folhas, diluído 1:1 (uma parte de água para uma parte de extrato puro) e 1:2, nos testes in vitro, frente a larvas de três linhagens de Drosophila melanogaster. As asas (tanto dorsal quanto ventral) foram analisadas quanto à presença de manchas usando microscópio. O extrato foi genotóxico para as larvas obtidas. A comparação das freqüências de manchas nas asas indicou que a recombinação foi uma resposta importante, apontando que, nestas condições experimentais, extratos aquosos de P. major foram genotóxicos (recombinagênicos).

 

Sensibilização dérmica: Informação não descrita nas referências consultadas. 

 

Irritação cutânea: Rodriguez Pargas e colaboradores (1996)  avaliaram creme hidrofílico, contendo extrato hidroalcoólico das folhas da planta, por via tópica, em dose única. Após a preparação da pele dos coelhos albinos híbridos, procedeu-se à administração de 0,5 g do creme. Em cada animal foram usados dois locais raspados, totalizando 6 locais avaliados por cobaia. As manchas foram fixadas com fita adesiva e esparadrapo para impedir o acesso dos animais ao local de aplicação do creme. Após quatro horas, procedeu-se a remoção do creme do local. Os resultados das diferentes avaliações demonstraram, em período de 24 horas, a presença de ligeiro eritema, pouco perceptível, em quatro locais de aplicação, correspondente a dois coelhos, enquanto que no terceiro coelho não foram observados esses sinais. Na observação feita após 72 horas, não foi verificado qualquer eritema nos locais de aplicação. Em nenhum caso houve sinais de edema. A taxa de irritabilidade dérmica primária do creme foi de 0,33. Assim, o produto foi classificado como ligeiramente irritante, não impossibilitando o uso na terapêutica, segundo os autores. 

 

Irritação ocular: Teste de irritação ocular, utilizando coelhos albinos da linhagem New Zeland, foi realizado por González e colaboradores (2003) para avaliação do extrato das folhas de P. major. Foi feita instilação de 200 µL da preparação, a 100 mg/mL, no olho direito dos animais, sendo o olho esquerdo de cada animal considerado controle experimental, instilandose 200 µL de água destilada. A aplicação ocorreu diariamente, durante 5 dias. Não foi observada irritação ocular em nenhum dos 5 animais administrados com o extrato da planta durante o período observado. Os autores sugerem que esta preparação é relativamente segura para aplicação como colírio.

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