Urucum - (Bixa orellana L.)

Urucum

Família; Bixaceae


Nome Científico: Bixa orellana L.


Sinonímia Vulgar: Tinta, coloral, açafroa-do-brasil, açafrão-do-brasil, falsoaçafrão, colorífico, açafroa, açafrão-da-terra.


Sinonímia Científica: Bixa arborea Bhubr.; Bixa acuminata Bojer; Bixa americana Poir.; Bixa odorata Ruiz & Pav. ex G. Don; Bixa platycarpa Ruiz & Pav.
ex G. Don; Bixa tinctoria Salisb.; Bixa urucurana Willd.; Orellana americana Kuntze; Orellana orellana (L.) Kuntze

Descrição: Árvore lenhosa, ramificada, que pode alcançar de 5 a 6 m. Folhas persistentes, pecioladas, alternas, cordiformes, inteiras, de uma cor verde-escura e nervuras muito salientes. Suas flores são grandes, pedunculadas, glandulosas, de cor rosa, contendo numerosos estames e reunidas em cachos terminais. Seus frutos são capsulares, espinescentes, contendo muitas sementes ovoides de cor alaranjada. O corante vermelho (anato) extraído das sementes é o único corante vermelho natural existente, e está sendo exportado para muitos países. O nome urucum vem do Tupi u-Ku que significa vermelho. Os indígenas utilizavam seu pigmento para pintar cerâmicas, a própria pele, supostamente como ornamento, e para evitar picadas de insetos ou queimaduras de sol.


Partes Usadas: Flhas ou sementes.


Formas Farmacêuticas: Decocto, infuso ou pó.


Emprego: Gripes e tosses. Emoliente. No sarampo encubado, como febrífugo. Antídoto contra o veneno da mandioca. As folhas secas, em decocção, durante 2 minutos, na dose de 30 g/l em gargarejo, são usadas na inflamação da boca e garganta. Decocto e infuso: de 10 a 15 g de semente ou raízes em 1 litro; tomar de 1 a 3 xícaras ao dia. A dose diária para um homem é de, no máximo, 0,065 mg/Kg de peso corpóreo expresso em bixina.

 

Repelente de insetos e filtro solar (bixina).


A raiz é utilizada em casos de afecções renais, asma e coqueluche.


Constituição Química: As folhas contêm óleo composto de mono, di e sesquiterpenos.


A semente contém: pigmentos; carotenoides: bixina e orelina, βcaroteno e vitaminas A e C, óleo fixo, saponinas, flavonoides (apigenina e luteonina), óleo essencial, ácidos graxos saturados e insaturados, ácidos fenólicos, açúcares e celulose.


Interações Medicamentosas e Associações: Com agentes hipoglicemiantes orais e insulina, a bixina tem efeito hiperglicemiante e seu alto consumo pode perturbar o controle de glicose.


Contraindicação: Alto consumo na diabete, na gravidez e na lactação, pacientes com disfunção hepática.


Toxicidade: Anafilaxia (alergia ao corante).

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