Guanxuma, vassoura (Sida rhombifolia L.)

Sida acuta Burm. f. (sin: S. carpinifolia L. f.

Guanxuma, vassoura do Campo

Nome científico: Sida rhombifolia L.

Família: Malvaceae

Sinonímia popular: Guaxuma, guaxima, malva-guaxuma, guaxuma-preta, guaxumba, malva, malva-preta, mata-pasto, relógio, tupitixa, vassourinha, vassourinha-do-campo.

Sinonímia científica: Malva rhombifolia (L.) E.H.L.Krause

Partes usadas: Folha, raiz, semente, flor.

Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): Efedrina, flavonoides, taninos, esteroides, resinas e triterpenoides, alcaloides, hipaforina, alcaloides indólicos.

Propriedade terapêutica: Emoliente, antisséptico, abortiva, anti-hipertensivo, sedativo.

Indicação terapêutica: Abcessos, úlceras, feridas, DST, diarreia, problemas estomacais, disenteria, asma, bronquite, dispneia, pneumonia, caspa, coceira.

Etnofarmacologia: Decocção usada para limpeza de feriadas abertas; A infusion misturada com a Bidens pilosa é usado para banhos para aliviar o desinteria. A infusão é usada com emoliente.

Descrição Botânica: Planta com pêlos densos, curtos, estelados, especialmente no verso das folhas que têm uma aparência farinhenta. Caules 30-60 cm, delgados, direitos e um tanto rígidos. Folhas 3-6x1-2 cm, rômbico-ovadas a lanceoladas, crenado-serradas. verde murcho em cima, verde-cinza por baixo; pecíolos curtos. Flores solitárias, pedícelos igualando ou excedendo as folhas subentendentes. Sépalas largamente rômbicas, apiculadas; pétalas com 6 mm, amarelo pálido. Mericarpos 9-11, com 1-2 espinhos apicais com 2 mm de comprimento.

Uso popular e medicinal


A planta tem muitas aplicações na medicina tradicional africana. A decocção das raízes e folhas é amplamente utilizada como emoliente. As folhas ou a seiva das folhas são aplicadas sobre a pele como um antisséptico e para tratar abcessos, úlceras e feridas. Raízes e folhas (ou somente essas) são utilizadas como abortivo. 

A maceração aquosa das folhas é ingerida como um agente anti-hipertensivo, como um sedativo, contra doenças sexualmente transmissíveis, para curar diarreia, problemas estomacais e disenteria. Folhas e raízes são usadas em doenças respiratórias como a asma, bronquite, dispneia e pneumonia. As flores são aplicadas a picadas de vespa ou comidas para aliviar as dores do parto. 

Nas Filipinas e na Indonésia um colar de folhas misturadas com o óleo de coco é aplicada a caspa e coceira. Na Malásia a planta tem sido utilizada para tratar a tuberculose pulmonar. Na República de Fiji (arquipélago ao sul do Oceano Pacífico) e Papua-Nova Guiné (país da Oceania) as folhas são usadas para tratar músculos tensos, dores de parto e enxaqueca. Raízes são mastigadas contra dores de dentes nos Camarões e Indonésia e contra a disenteria no Sudeste da Ásia.

As sementes contêm óleo (16,9%). As folhas e raízes contêm efedrina, substância utilizada há séculos na China no tratamento de asma e bronquite. As raízes contêm flavonoides, taninos, esteroides, resinas e triterpenoides. Em testes de toxicidade extratos aquosos mostraram ser não tóxico.

Macerações das folhas apresentaram atividade antimicrobiana contra diversas bactérias (Citrobacter, Escherichia, Klebsiella, Pseudomonas, Salmonella, Shigella e Staphylococcus). Extratos metanólicos mostraram atividade antimicrobiana contra fungos (Aspergillus, Candida, Cunninghamella) e bactérias (Pseudomonas, Staphylococcus).

Extrato etanólico das folhas e extratos aquosos das raízes mostraram atividade contra P. aeruginosa e S. aureus. Extratos de raiz mostraram propriedades significativas de cura de feridas. Em ensaio de rastreio de um extrato de folha, verificou-se atividade anticancerígena e anti-HIV em 60 linhagens de células humanas .

No Brasil esta planta é usada como anticatarral e emoliente (Região Amazônica). Na Mata Atlântica a decocção das folhas de uma espécie desse gênero, chamada caapiá, é usada externamente contra reumatismo. Em Minas Gerais a planta é utilizada como béquica, emoliente, tônica, anti-hemorroidal, febrífuga e estomacal. No Rio Grande do Sul serve contra desarranjo menstrual, pedras nos rins e como fortificante. Toda a planta contém alcaloides, colina, pseudoesfedrian,13-fenitilamina, vascinana, entre outros. No caule são encontrados hipaforina e alcaloides indólicos.

 Dosagem indicada

Tumores externos. As folhas, depois de maceradas, aplicar nos tumores externos. Béquica, emoliente, tônica, anti-hemorroidal, febrífuga e estomacal. Preparar a planta na forma de chá, (30 g por litro), tomar 3 vezes ao dia. Desarranjo menstrual, pedras nos rins, fortificante. Preparar o chá de toda a planta, na dose de três xícaras ao dia.

ToxicidadeDesconhecida

Bibliografia Referência

Bovini, M.G. 2015. Sida in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB9212>.


BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: 10.1590/2175-7860201566411)

 

GRANDI, T. S. M. Tratado das Plantas Medicinais - Mineiras, Nativas e Cultivadas. Adaequatio Estúdio, Belo Horizonte. 2014.

MOREIRA, H.J.C; BRAGANÇA, H. B. N. Manual de Identificação de Plantas Infestantes. FMC Agricultural Products, São Paulo (SP). 2011.

STASI, L. C.; HIRUMA-LIMA, C. A. Plantas Medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica. Editora UNESP, São Paulo, 2a ed. revista e ampliada. 2002.

Plant Resources of Tropical Africa (PROTA4U): Sida rhombifolia - Acesso em 23 de agosto de 2015

Imagem: FMC Agricultural

he Plant List: Sida rhombifolia - Acesso em 23 de agosto de 2015

Sida micranthum (A. St.-Hil.) Fryxell

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