Hibiscus (Hibiscus sabdariffa L.)

Vinagreira

 

Nome Científico: Hibiscus sabdariffa L. 

Sinonímia: Sabdariffa rubra, Hibiscus cannabinus, Hibiscus cruentus, Hibiscus fraternus, Hibiscus palmatilobus

Nomes Populares: Vinagreira, Hibisco, Hibiscus, Rosela, Rosélia, Groselha, Groselha-de-flor-roxa, Graxa-de-estudante, Azedinha, Azeda-da-guiné, Quiabo-azedo, Caruru-azedo, Caruru-da-guiné, Quiabo-de-angola, Quiabo-róseo, Quiabo-roxo, Quiabo-azedo, João-gome, Agio-de-guiné, Flor-de-jamaica, Jamaica, Husa, Cardadé, Rosa-da-jamaica, Chá-da-jamaica, Pampulha, Pampola, Agrião-de-guiné, Papoula-de-duas-cores

Família: Malvaceae

Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical

Origem: Ásia, Himalaia, Índia

Altura: 1.2 a 1.8 metros

Luminosidade: Sol Pleno

Ciclo de Vida: Anual, Bienal, Perene

A vinagreira é uma planta subarbustiva, florífera e muito versátil, conhecida no mundo todo por suas qualidades como ornamental, medicinal e comestível. A ramagem é avermelhada, ereta e ramificada desde a base enquanto que suas folhas são verde-escuras, alternas, estipuladas, de margens serrilhadas e profundamente lobadas em três a cinco divisões. As flores surgem no outono e inverno, e duram apenas um dia. Elas são solitárias, sésseis, brancas a amarelas, com um cálice robusto e carnoso na base, de cor vermelha intensa. O fruto é uma cápsula, de formato ovalado e cor vermelha, com três a quatro sementes pardas.

Usos

 

Na medicina popular o Hibiscus sabdariffa é usado como anti-espasmódico, anti-inflamatório, redutor da hipertensão, antioxidante natural, afrodisíaco, diurético, laxante suave e auxiliar nas dietas de emagrecimento. Também há indicações de seu uso popular para combater problemas respiratórios, bronquites, gripes e resfriados, gastrite e afecções da pele. As flores do Hibiscus sabdariffa são ricas em mucilagem, uma mistura complexa de polissacarídeos que se transforma numa fibra gelatinosa quando a água é adicionada.

 

O chá obtido a partir do cálice da flor contém polissacarídeos em boas quantidades, além de conter também concentrações elevadas de flavonoides - reconhecidos como protetores contra os radicais livres. Rico em cálcio, magnésio e ferro e nas vitaminas A e C, o hibiscos contém também fitoquímicos, altos teores de antocianinas, ácido tartárico, málico, cítrico e hibrístico, fitosteróis, além de quantidade significativa de fibras alimentares.

 

O chá de hibiscus ganhou uma fama adicional recente: a de emagrecedor. Isso porque, a exemplo do chá verde, ajuda a estimular o metabolismo, tem ação digestiva e diurética, ajuda a reduzir o colesterol ruim. No caso do hibiscus há também a propriedade de auxiliar a reduzir as taxas de lipídios e glicose totais no sangue, colaborando na prevenção do desenvolvimento do diabetes tipo 2.

 

A ação diurética do hibiscus transformou a planta numa grande aliada das mulheres na luta contra uma inimiga implacável: a celulite. O chá preparado a partir do cálice do hibiscus ajuda a diminuir a retenção de líquidos, uma das responsáveis pela formação e agravamento da celulite.

 

Já o poder antioxidante do hibiscus também tem explicação: a boa dose de antocianinas, que são pigmentos dão uma variedades de cores atrativas de frutas, flores e folhas que variam do vermelho ao azul. São da classe dos flavonóides e responsáveis pelo potencial antioxidante das frutas vermelhas.

 

Para obter melhores benefícios dos fitoquímicos desta planta, recomenda-se consumir de preferência o hibiscos cultivado de forma orgânica, pois estudos revelam que a quantidade fitoquímica produzida está associada ao stress sofrido pela planta. Isso significa, portanto, que vegetais orgânicos .

- por serem menos protegidos

- podem conter maiores quantidades desses fitoquímicos.

 

Estas substâncias são especialmente importantes nos quadros clínicos de câncer: várias pesquisas confirmam o poder fitoquímico relacionado à prevenção dessas doenças.

Indicações e Ação Farmacológica: A espécie possui propriedades anti-inflamatórias e demulcentes (protege as membranas mucosas e alivia as irritações) úteis em casos de constipação e irritação das vias respiratórias. Tem ação antiespasmódica, diurética, digestiva, laxante suave, corante e aromatizante. Atenua espasmo e cólicas uterinas e gastrointestinais; aumenta a diurese e favorece a digestão lenta e difícil. Possui ainda propriedade anti-hipertensiva e calmante. As antocianidinas proporcionam efeito vasodilatador periférico e angioprotetor. A infusão do cálice e brácteas das flores é usada para problemas digestivoestomacais, como refrescante intestinal, diurético e protetor de mucosas (bucal, bronquial e pulmonar).

 

Toxicidade/Contraindicações: Portadores de doenças cardíacas graves devem limitar o consumo, devido à eliminação de eletrólitos que pode ocorrer com seu uso. Não é recomendado seu uso, sem orientação médica, durante a gravidez e lactação, pois foi identificada certa ação mutagênica em estudos preliminares. Não há relatos de efeitos colaterais na literatura consultada.

 

Dosagem e Modo de Usar

- Infusão: Uma colher de sobremesa por xícara. 3 a 4 xícaras ao dia.

- Extrato seco: 100 a 400 mg, uma a três vezes ao dia, antes das principais refeições.

- Extrato seco solúvel: dissolver 6 g (1 colher sobremesa) em 200 mL de água.

- Pó: 100 a 600 mg, uma a três vezes ao dia, antes das principais refeições.

Referências Bibliográficas

 

ALONSO, J. Tratado de Fitofármaco y Nutracéuticos. Editora Corpus: Argentina, 1ªEd., 2004.

 

ÁVILA, L. C. Índice terapêutico fitoterápico – ITF. 2 ed. Petrópolis, RJ, 2013 C

 

RUZ, M. G. F. de La. O uso de óleos essenciais na terapêutica, 2006.

 

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil. Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda: Nova Odessa – SP, 2002.

 

TESKE, M.; TRENTINI, A. M.M. Herbarium compêndio de fitoterapia. 3 ed. Curitiba, 1997.

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