ZEDOÁRIA  (Curcuma zedoaria (Christm.) Roscoe)

ZEDOÁRIA

 

Nome científico: Curcuma zedoaria (Christm.) Roscoe.

 

Sinonímia científica: N/A Nome popular: Zedoária, falso açafrão, tumeric.

 

Família: Zingiberaceae.

 

Parte Utilizada: Rizoma.

 

Composição Química: Curcumenona (ciclopropanosesquiterpeno) e espirolactonas (curcumanolide A e curcumanolide B); óleos voláteis (cineol, canfeno, cânfora, zingibereno, α-pineno, zederono, curcumeneol, curculono, furanodienono, isofuranodienono); pigmentos curcumina; amido; resinas; lactonas; taninos, mucilagem; albuminoides; vitaminas: B1, B2, B6; sais minerais: cálcio, manganês, sódio, ferro, potássio, fósforo. Planta perene, ereta, muito folhosa. O rizoma – com a superfície cinza-azulada e o interior branco-amarelado, é alongado e curvado para baixo, tem inúmeras ramificações laterais finas. As folhas saem diretamente do rizoma, chegam a 1m de comprimento e até 20 cm de largura. As hastes florais surgem após a queda das folhas, com inflorescências em forma de espiga de até 15 cm de comprimento verdepálido, com rosa nas pontas. O fruto é uma cápsula lisa, irregularmente deiscente, as sementes elípticas têm um arilo branco. A planta toda tem sabor amargo e cheiro de cânfora com notas de cardamomo e gengibre. É nativa da Índia, no Brasil é mais conhecida pelo uso de seus rizomas, que devem ser colhidos quando a planta perde totalmente suas folhas após a floração.

 

Indicações e Ação Farmacológica: Tem ação tônico estimulante, carminativo, expectorante, diurético, rubefasciente, calmante, colerético, colagogo, antisséptica e antifúngico. Sendo indicado para gastrite, úlceras, mau hálito, intoxicação alimentar, flatulências, gota, cálculos renais, hipercolesterolemia, insônia, tosse, bronquites e piorreia alveolar. Atua principalmente no trato digestivo, promovendo seu bom funcionamento, pois inibe a secreção do ácido gástrico e aumenta a secreção biliar, evitando a azia e a má digestão, prisão de ventre, cólicas e gases intestinais e estomacais.

 

É indicado na prevenção e tratamento de úlceras gástricas e duodenais, bem como nas doenças de fígado (cálculo biliar e colesterol alto). Atua contra o mau hálito, proporcionando uma agradável e duradoura sensação de frescor em todo o trato digestivo superior. É um poderoso depurativo do sangue ativando a circulação e promovendo ampla desintoxicação do organismo.

 

Devido a sua ação rubefasciante é utilizado na tosse e bronquite, aumentando a irrigação sanguínea do local, provocando dilatação dos vasos. Do extrato alcóolico da zedoária foram isolados três compostos com atividade antibiótica, atuando contra o Truchophyton rubrum. Na piorréia alveolar auxilia detendo a produção do elemento TXA2, o qual é o principal responsável pela hiperemia na gengiva. Também é usado como fitocosmético (dentifrício).

 

Toxicidade/Contraindicações: Não deve ser utilizada nos três primeiros meses de gravidez e durante a lactação. Podem ocorrer diarreias, inchaços e dores abdominais nos primeiros dias de ingestão. Deve ser administrada apenas em doses terapêuticas para se evitar os efeitos indesejáveis de uma superdosagem e em caso de hipersensibilidade descontinuar o uso.

 

A superdosagem pode provocar irritação da mucosa estomacal e úlceras. Evitar utilizar mais que 15g diárias.

 

Dosagem e Modo de Usar: 

Uso interno

 

- Rasura: duas colheres de sopa para um litro de água, tomar de 50 a 200 ml ao dia.

 

- Extrato seco: 80 mg duas vezes ao dia.

 

- Pó: 1g por dose, duas a três vezes ao dia.

 

- Tintura: 5 a 25 ml ao dia.

 

- TM: 20 a 50 gotas ao dia. Uso externo

 

-Extrato fluido: concentração mínima de 20 mg/Ml como antifúngico.

 

Referências Bibliográficas

 

ÁVILA, L. C. Índice terapêutico fitoterápico – ITF. 2 ed. Petrópolis, RJ, 2013

 

NICOLETTI, M.A.; et al. Estudo da atividade antimicrobiana do extrato fluido da Curcuma zedoaria (Christm.) Roscoe – Determinação da concentração mínima inibitória. Rev. Bras. Farm., vol. 84, n. 2, p. 39-41, 2003.

 

TESKE, M.; TRENTINI, A. M.M. Herbarium compêndio de fitoterapia. 3 ed. Curitiba, 1997.

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