Aveloz - (Euphorbia tirucalli L.)

Aveloz

Euphorbia tirucalli L.

Nome(s) Popular(es):Aveloz, Esqueleto, Fuxico, Graveto-do-cão, Figueira-do-diabo, Dedo-do-diabo, Pau-pelado, Árvore-de-São-Sebastião

 

Família: Euphorbiaceae

Introdução

- "Arbusto exótico pode ser a chave para a vitória na batalha contra o câncer!" 

- "O avelóz agora está sendo usado para tratamento de redução de tumor de câncer."

Estas são apenas algumas das frases usadas para a publicidade do avelóz, um remédio preparado a partir da seiva leitosa de um arbusto brasileiro de nome cientifico Euphorbia tirucalli L.

As seivas de várias espécies de Euphorbia têm sido utilizadas em medicina popular desde pelo menos 400 A.C. devido às suas propriedades corrosivas.

 

Sinonímia - Arthrothamnus bergii Klotzsch & Garcke; - Arthrothamnus ecklonii Klotzsch & Garcke; - Arthrothamnus tirucalli (L.) Klotzsch & Garcke; - Euphorbia geayi Costantin & Gallaud; - Euphorbia laro Drake; - Euphorbia media N.E.Br.; - Euphorbia media var. bashawei N.E.Br.; - Euphorbia rhipsaloides Lem.; - Euphorbia rhipsaloides Willd.; - Euphorbia scoparia N.E.Br.; - Euphorbia suareziana Croizat; - Euphorbia tirucalli var. rhipsaloides (Willd.) Chev. ; - Tirucalia indica Raf.; - Tirucalia tirucalli (L.) P.V.Heath; 

Características

 

Arbusto grande ou arvoreta suculenta, lactescente.

Porte


De 2-6 m de altura.

Caule

Seu tronco e ramos principais são lenhosos de cor pardacenta como qualquer outra árvore, porém o restante da planta é incomum: ramos jovens são cilíndricos, verdes e suculentos.

Folhas

Muito pequenas e pouco visíveis porque caem logo que são produzidas.

Flores

 

Raramente produzidas no país, são pequenas e de cor verde-amarelada.

Sintomas

O ferimento de seus ramos libera a seiva lactescente que é tóxica e irritante para a pele, podendo atingir cegueira temporária ou permanente se atingir os olhos, por lesão na córnea. A seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.

Princípios Ativos


Látex irritante.

Em sua composição química foram identificados diversas substâncias pertencentes às classes dos triterpenos, eteróis, hidrocarbonetos, ácidos orgânicos e açucares, destacando-se entre eles o éster do forbol de nome químico 3, 3´-di-o-methylellagic-acid, 12-o-(2z)(4e)-octadienoyl-4-deoxyphorbol-3-acetato, que é um agente procancerígeno. Foram ainda encontrados nesta planta beta-sitosterol, ácido cítrico, ácido elágico, euphorone, glicose, hentriacontano, hentriacontanol, isoeuphoral, kampeferol, ácido málico, resina, acetato de sapogenina, ácido succínico, taraxasterol, taraxerim, tirucallol, contudo ainda não se conhece bem seus princípios ativos.

Indicação


Não existe nenhuma evidência científica, até por ser pesquisada recentemente, de sua possível atividade anticancerígena em usos internos, apesar da revista americana Spotlight Magazine ter publicado em 1999 um artigo recomendado o seu látex como agente antitumoral.

Utilização

Esta planta é muito cultivada no país para fins ornamentais, bem como para a formação de "cercas-viva" defensiva para separar áreas de pastagem e divisas de propriedades agrícolas, principalmente no Nordeste. O látex de seus ramos é empregado externamente em algumas regiões do país para cauterizar abcessos e verrugas e, possivelmente, para remover melanomas (câncer de pele).

Alguns herbalistas, como o Dr. W. Acosi da ESALQ/USP de Piracicaba - SP, também recomendam o seu látex em doses extremamente baixas para uso interno contra câncer, contudo, outros estudos publicados sobre o assunto têm mostrado que a planta possui ação contrária, podendo até promover o desenvolvimento de tumores. No IHB, há ambulatório de homeopatia funcionando às terças-feiras pela manhã, para tratamento de Câncer e AIDS utilizando o Avelós, há aproximadamente dois anos. 

O trabalho teórico está na Biblioteca à disposição de todos. 

"O Avelós (arbusto leitoso), é uma planta muito conhecida no meio popular nos seus dois extremos: por ser muito tóxica e por atuar em casos graves, como por exemplo o câncer. No presente estudo iremos nos ater somente às propriedades do princípio ativo do látex melhor conhecido da Euphorbia tirucalli L. o ester de forbol, reconhecidamente o mais tóxico. O éster de forbol (phorbol ester ou PE) mais usado é o PMA, o acetato de miristato de forbol, amplamente estudado e aplicado em diversas experimentações científicas, principalmente em estudos na área de biologia, genética, oncologia e atualmente AIDS. De modo geral ele aumenta a permeabilidade de todas as membranas a nível de carreação, facilitando a penetração de moléculas, por criar uma condição de passagem a nível de poros. O éster de forbol ativa a proteína-cinase C, o primeiro sinalizador de mensagens na membrana celular que desencadeia os seguintes eventos. 

. Ativação do AMP cíclico do ciclo de Krebs; 
. Diferenciação celular; 
. Liberação de hormônios e neurotransmissores; 
. Codificação de diferentes isoenzimas; 
. Ativação gênica; 
. Angiogênese; 
. Atividade mitogênica; 
. PMA é um promotor tumoral; 
. Replicação do HIV1 com expressão celular dos seus genes através do fator SP 1 de transcrição celular; 
. Replicação do HIV 1 por retrodiferenciação, ou seja, ativando a forma latente do HIV. 

Aplicando a Lei de Semelhança, através do princípio da ressonância energética vibratória entre o medicamento e o ser adoecido, o que induz à doença também é capaz de induzir à cura. O quantum energético imprimido resulta em diferença a nível molecular levando à alquimia da transformação e estabillização interna, contribuindo com a sua parcela em enfermidades tão graves." (Estudo Teórico sobre o Éster de Forbol Dinamizado e suas Possíveis Implicações e Aplicações nas Terapêuticas do Câncer e da AIDS, David Pozes, Márcia Cristina B.N. Varrichio. Marcus Tadeu Varricchio, Sandra Ávila Gaspar, 1996). O extrato etanólico total do caule e o látex diluído em água ao longo de milênios são de corrente uso popular, e em medicina tradicional (Furstenberger & Hecker, 1986; Whelan & Ryan, 2003), também no Brasil (Neiva, 1968; Varricchio, 2005). 

 

Uso medicinal


Sua seiva lactescente e extratos da planta toda mostraram atividade imunossupressiva em ensaio clínico. Ensaios farmacológicos tem demonstrado, inclusive, ser responsável pela ativação do vírus de Epstein-Barr, agente biológico ligado ao desenvolvimento do linfoma de Burkitt, que é um tipo de câncer. O avelóz também é comercializado na forma de pomada para aplicação local. A Anvisa proibiu, através da resolução 2.917, de 06/07/2011, a distribuição e comercialização em todo o País do produto.

História


Por ser uma espécie relativamente pouco conhecida, a planta do avelóz, aparentemente, nunca foi analisada quimicamente.  Entretanto, é de amplo conhecimento que cerca de 90% das espécies da família das Euphorbiaceas (eufórbio) produzem uma seiva branca semelhante ao látex que é extremamente irritante para a pele e membranas mucosas e podem produzir inflamação na pele, conjuntivite nos olhos, queimação na boca e garganta, diarréia, e gastroenterite. É vulgarmente conhecida como mata-verrugas porque sua seiva - usada pelos indígenas do Amazonas e posteriormente pelos colonizadores holandêses, portuguêses e gaulêses no nordeste do Brasil - era considerada eficaz quando aplicada em verrugas e tumores, particularmente nos localizados na face.

Curiosidades


Os pesquisadores já demonstraram que os extratos de certas plantas na família das Ephorbias realmente demonstram atividades anti-leucêmicas que poderíam ser atribuídas ao fato de que contêm certos ésteres diterpênicos. 
 

Observações


Não deve ser plantado perto de residências, pois é planta rica em FORBOL, substância CANCERÍGENA muito potente, que se acumula no solo por anos e chega aos pulmões através da poeira ou como contaminante de alimentos.

Ésteres de forbol são estudados como agentes promotores de tumor, induzindo a formação do linfoma de Burkitt e carcinoma nasofaringeo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


 

Côrtes, Janner Rangel, Ayurveda: a ciência da longa vida São Paulo: Madras, 2008.

Williamson, Elisaberth. Interações medicamentosas de Stockley: plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos; Porto alegre: Artmed, 2012. 440p; 25cm.

 

ALBUQUERQUE, J.M. Plantas medicinais: de uso popular. Brasília: ABEAS. 96p. 1989 (Programa Agricultura nos Trópicos, v.6).


ALMEIDA, E. R. de. Plantas medicinais brasileiras: conhecimentos populares e científicos. São Paulo: Hemus Editora Ltda., 1993. 341p.


ALZUGARAY, D.; AZULGARAY, C. Enciclopédia das plantas que curam: a natureza a serviço de sua saúde. 2v. São Paulo, 1996. 500p.


AMOROZO, M. C. de M. Algumas notas adicionais sobre o emprego de plantas e outros produtos com fins terapêuticos pela população cabocla do município de Barcarena, PA, Brasil. Bol. Mus. Paraense Emílio Goeldi, Sér. Bot., Belém, 9(2): 249 – 265, 1993.


AMOROZO, M. C. de M. e GÉLY, A. Uso de plantas medicinais por caboclos do baixo amazonas, Barcarena, PA, Brasil. Bol. Mus. Paraense Emílio Goeldi, Sér. Bot., Belém, 4(1): 47 – 131, 1988.


BALBACH, A. A Flora Nacional na Medicina, 23ed. São Paulo: A Edificação do Lar. v.III. 1967, 917p.


BALBACH, A. As plantas curam. 1ed., ver./mod. São Paulo: Vida Plena. 1995, 415p.


BERG, M.E.V.D. Aspectos botânicos do culto afro-brasileiro da casa das minas do maranhão. Boletim Museu Paraense Emílio Goeldi, Série Botânica. Belém, 7(2): 485 - 498, 1991.


BERG, M. E.V.D. Plantas de origem africana de valor sócio-econômico atual na região amazônica e no meio-norte do Brasil. Boletim Museu Paraense Emílio Goeldi, Série Botânica. Belém, 7(2): 499-510, 1991.

 

BERG, M.E.V.D. Plantas medicinais na amazônia: contribuição ao seu conhecimento sistemático. Belém: Museu. Paraense Emílio Goeldi, 1993, 207 p.


CARIBÉ, J.; CAMPOS, J.M. Plantas que ajudam o homem. Cultrix / Pensamento Ed. 1991. 321p.


CASTRO, L.O. de Plantas Medicinais, condimentares e aromáticas: descrição e cultivo. Guaíba: Agropecuária, 1995. 196p.
COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ed. Belém: CEJUP, 1994. 335p.


CORRÊA JÚNIOR, C.; Ming, L.C.; Scheffer, M.C. Cultivo de plantas medicinais, condimentares e aromáticas. 2a.ed. Jaboticabal, FUNEP, 1994. 151p.


CRUZ, G.L. Dicionário das plantas úteis do Brasil. 4a.ed. Rio de Janeiro: Ed. Beltrand Brasil S.A. 1964. 599p.


DINIZ, M.F.F.M.; OLIVEIRA,R.A.G.; MEDEIROS, A.C.D. e MALTA JÚNIOR, A. Memento fitoterápico: as plantas como alternativa terapêutica – aspectos populares e científicos. UFPB, Ed. 1997. 201p.


FRANCO, L.L. As sensacionais 50 plantas medicinais campeãs de poder curativo. O Naturalista Ed. 1997. 241p.


LOBATO, A. M. Fitoterapia. Belém: Gráfica e Editora Amazônia, 1997. 123p.


MAIA, J.G. et al. Espécies de Piper da Amazonia ricas em safrol. Quimica Nova, Sao Paulo. 10(3):200-204, 1987.


MAIA, J.G; GREEN, C.L.; MILCHARD, M.J. New sources of natural safrole. Perfumer & Flavorist, vol. 18, 1993.


MARTINS, E.R.; CASTRO, D.M. de; CASTELLANI, D.C.; DIAS, J.E. Plantas medicinais. Viçosa: UFV, impr. Univ., 1994.219p.


MARTINS, J.E.C. Plantas medicinais de uso na Amazônia. 2ed. Belém: CEJUP, 1989.


MORGAN, R. Enciclopédia das Ervas e Plantas Medicinais. Hemus, Ed. 1997. 555p.


OLIVEIRA, F. de; AKISSUE, G. ; AKISSUE, M.K. Farmacognosia. São Paulo: Atheneu, 412p. 1991.


OLIVEIRA, F. de; AKISSUE, G. Fundamentos de farmacobotânica. Rio de Janeiro: Livraria Atheneu Editora, 1989. 222p.


PANIZZA, S. Plantas que curam – cheiro de mato. IBRASA. Ed. 1998.279p.


PIMENTEL, A.A.M.P. Cultivo de plantas medicinais na Amazônia. Belém: FCAP,


Serviço de Documentação e Informação, 1994. 114p.


PIMENTEL, A.A.M.P. Cultivo de plantas medicinais na Amazônia. Belém: FCAP, Serviço de Documentação e Informação, 114p. 1994.


RIGUEIRO, M.P. Plantas que curam. Paulus, Ed.1992. 183p.


SANTIAGO, E.J.A. de. Aspectos anatômicos e do crescimento da pimenta longa (Piper hispidinervium C.DC.) em condições in vitro e in vivo. Lavras: UFLA, 1999.118p. (Dissertação – Mestrado em Fitotecnia).


SANTOS, C.A.M.; TORRES, R.K.; LEONART, R. Plantas medicinais. Ilustrações Flávio Mariano Filho – São Paulo: Ícone, 1988.


SILVA JÚNIOR, A.A.; VIZZOTTO, V.J.; GIORGI, E.; MACEDO, S.G.; MARQUES, L.F. Plantas medicinais, caracterização e cultivo. Florianópolis: EPAGRI, `994. 71p. (EPAGRI. Boletim Técnico, 68).


SILVA, I.; FRANCO, L.S.; MOLINARI, S.L.; CONEGERO, C.I.; MIRANDA NETO, M.H.; CARDOSO, M.L.C.; SANT’ANA, D.M.G. e IWANKO, N.S. NOÇÕES SOBRE O ORGANISMO HUMANO E UTILIZAÇÃO DE PLANTAS MEDICINAIS. Assoeste, Ed. 1995. 203p. EDITORA – UFLA/FAEPE – Compêndio de 208 Plantas Medicinais

 

TESKE, M.; TRENTINI, A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Herbarium Laboratório Botânico, Curitiba, PR. 1995.317p.


VIEIRA, L.S. Fitoterapia da Amazônia: Manual de Plantas Medicinais (a Farmácia de Deus). 2a.ed. São Paulo. Agronômica Ceres, 1992. 347p.


VON HERTWIG, I.F. Plantas aromáticas e medicinais: Plantio, colheita, secagem e comercialização; 2a. ed.; São Paulo: Icome, 1991.

© 2018 - medicinacaseira.com.br   

  • LinkedIn ícone social
  • Instagram ícone social
  • YouTube ícone social
  • Facebook ícone social
  • b-googleplus