Hortelã (Mentha piperita L.)

Hortelã

Família: Lamiaceae (Labiatae)


Nome Científico: Mentha piperita L.


Sinonímia Vulgar: Hortelã-pimenta, sândalo, hortelã-inglesa.

 

Descrição: Origina-se do Oriente; é uma planta herbácea e vivaz, de caule quadrangular, ereto, pouco pubescente, de 40 a 60 cm de altura. Folhas opostas, simples, pecioladas, lanceoladas, retorcidas, um pouco arredondadas na base, agudas, denteadas ou serreadas, verde-escuras na face superior e verde-pálidas na inferior, ligeiramente aveludadas nas nervuras inferiores. As folhas inferiores têm de 5 a 8 cm de comprimento por 2 cm de largura, diminuindo de tamanho, à medida que se aproximam do ápice do caule. Flores andróginas, purpúreas, dispostas no ápice dos ramos, em espigas laxas, cônicas, agudas e opostas. As espigas inferiores são espaçadas umas das outras, ao passo que as superiores são muito próximas e
sempre acompanhadas de brácteas foliáceas. Flores semelhantes às das Labiadas. Odor forte, aromático e característico. Multiplica-se por estolões enraizados, ponteiras ou desdobramento de touceiras de uma planta adulta, sendo de fácil cultivo, mas prefere solos ricos em matéria orgânica, bem drenados e a pleno sol.


Partes Usadas: Folha ou sumidade florida.


Formas Farmacêuticas: Infuso, decocto ou bala.


Emprego: Antiespasmódico, carminativo, estomacal, estimulante, vermífugo. Como especialidade farmacêutica, faz parte da constituição de dentifrícios, pomadas e linimentos, pós e pastilhas. O infuso ou decocto a 2%, tomar de 2 a 3 xícaras ao dia; o extrato fluido, de 1 a 4 ml ao dia; a essência pura, de 1 a 3 gotas ao dia.


Constituição Química: Piperitone, α-mentona, mentofurano, metilacelato, pulejona, cineol, limoneno, jasmone, princípio amargo, vitaminas C e D, nicotinamida, terpenos, cetonas, taninos, sesquiterpenos: cariofileno e bisabolol. Flavonoides: mentosida, isoroifolina, luteolina. Óleo essencial: mentol, ácidos p-cumarínicos, perúlico, cafeico, rosmarínico clorogênicos e outros. Outros constituintes: carotenoides, colina, betaina e minerais.


Interações Medicamentosas e Associações: Em conjunto com a camomila, pode aumentar a atividade antiespasmódica, recomendada para lactentes e crianças. Pode ser associado, ainda, ao sabugueiro e ao mil-em-rama. A hortelã pode aumentar os níveis de várias drogas no sangue, devido à inibição do metabolismo de diversas enzimas das quais as drogas são substratos, como tilenol, varfarina e aldol.


Contraindicação: Gravidez, devido a seu potencial efeito emenagogo. O mentol em crianças de pouca idade e lactentes pode levar à dispneia e asfixia. O óleo essencial não deve ser inalado ou aplicado na área facial ou nariz de bebês ou crianças pequenas, pois o mentol pode causar o espasmo da glote. A essência irrita a mucosa ocular e conjuntiva em pessoas sensíveis e nelas pode ainda provocar insônia.

 

É contraindicado o uso para pessoas que possuem cálculos biliares, ou em hérnia de hiato e refluxos ácidos, devido ao efeito relaxante no esfíncter do esôfago.


Toxicidade: Resposta alérgica, dermatite, úlceras na boca, perturbações gastrintestinais, dor de cabeça, rubor, azia. É seguro usá-la como tempero, óleo,
extrato e óleo-resina.

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